“Cem crónicas”, por Vasco Damas

De forma completamente irresponsável o caminho começou a ser “desbravado” nos dias do fim de julho de 2017 e duas semanas depois, juntando a irreflexão à irresponsabilidade, tinha início esta aventura. Semana após semana, com maior ou menor dificuldade, o “tal” caminho tem vindo a ser trilhado ou, se preferirem, a ser escrito e quase sem dar por isso acabo de chegar às 100 crónicas aqui no mediotejo.net.

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Esta aventura tem sido animada e diversificada porque se nalgumas semanas me tenho “colado” à atualidade noutras tenho feito algumas reflexões mais genéricas que foram originadas por algumas inquietações pessoais. Tem sido também uma experiência muito enriquecedora porque esta exposição semanal, resultado de um doloroso processo individual e solitário, tem-me “obrigado” a não fugir dos meus valores e das minhas convicções, mas não raras vezes, tem-me permitido no fim, olhar de maneira diferente daquela que olhava no princípio.

Não tenho por isso problemas em admitir que este compromisso me tem ajudado a conhecer mais sobre mim mesmo mas também a aprofundar o conhecimento sobre os vários temas que tenho abordado.

Apesar desta consciência, as minhas partilhas estão longe de ser verdades absolutas, sendo apenas a forma como as observo no momento em que as partilho e, como referi anteriormente, são o ponto de partida para reflexões que muitas vezes acabam por ganhar vida própria.

Apesar de inconscientemente poder ter a tentação de pretender influenciar não deixo eu próprio de por vezes me sentir influenciado, chegando a destinos que considerava improváveis no início da “viagem”.

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Esta aventura tem sido um desafio que se tem renovado todas as semanas e apesar das “dores” e da ansiedade que invariavelmente continuam a provocar é sempre com curiosidade que avalio a surpresa provocada pelo resultado final. Umas vezes fico satisfeito com esse resultado final, outras, nem tanto.

Mas apesar da lâmina invisível que permanentemente se encontra por cima do compromisso associado ao prazo, tem sido um gosto percorrer este caminho. Desde logo precisamente pela honra deste compromisso e depois pelo treino constante que me obriga a pensar de forma estruturada para que a partilha seja cristalina. Também aqui o resultado final nem sempre reflete a vontade inicial mas é também isso que enriquece o processo e me faz invariavelmente sair mais “rico” do mesmo processo.

Como em tudo na vida, as primeiras 100 são sempre as mais difíceis e por causa disso e de tudo o resto que partilhei anteriormente esta viagem seguirá o seu curso natural, numas semanas com mais criatividade, noutras certamente com mais dificuldade e com a inevitável ajuda de “saca-rolhas” que ajudem a produzir o resultado final.

Sem esquecer, obviamente, que o curso natural desta viagem estará sempre refém da superior decisão de duas entidades: da vontade da administração do mediotejo.net e da vossa aceitação, que fazem o favor de ler as minhas crónicas neste espaço. Mas enquanto existir a vossa vontade e a vossa aceitação existirá certamente a minha disponibilidade.

Muito obrigado!

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