CDS quer conhecer impactos da abertura à aviação civil das bases aéreas da zona centro

No momento em que os autarcas do Médio Tejo defendem a reabertura da Base Militar Aérea de Tancos, os arquitetos do Atelier Modo, com sede no Sardoal, imaginaram o alargamento dessa infraestrutura à utilização civil e comercial e conceberam um primeiro esboço do que seria o "Aeroporto do Tejo". Foto DR

Numa pergunta enviada ao Ministro da Defesa Nacional, os deputados do CDS-PP, Patrícia Fonseca, João Rebelo e António Carlos Monteiro, querem saber se o Governo tem algum estudo sobre a abertura à aviação civil de bases aéreas, de aeródromos militares, ou centros de formação militar e técnica da zona centro do país, e, se sim, que impactos (financeiros, militares, logísticos ou outros) resultariam desse facto e, a existirem esses estudos, querem conhecê-los.

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Não obstante, referem em nota de imprensa, e “considerando o estado em que se encontram essas bases aéreas, aeródromos militares, ou centros de formação militar e técnica”, os deputados do CDS-PP querem saber “se os mesmos dispõem de capacidade para acomodar tráfego civil ou se será necessário fazer um investimento muito grande”.

Em Portugal, nomeadamente na região centro, existem várias bases aéreas militares, como por exemplo Monte Real, vários aeródromos militares, como por exemplo Tancos, e Centros de Formação Militar e Técnica, como por exemplo a OTA, observam, na mesma nota.

Nesse sentido, o CDS lembra que “a zona centro do país é das que está pior servida em termos de infraestruturas de aviação civil e tem um forte potencial de crescimento do turismo, em parte influenciado pelo turismo religioso, mas não só, como também é o exemplo do turismo da natureza, ambiental, agroturismo gastronómico ou cultural”.

“Existem diversas opiniões publicadas nos mais variados sentidos. Umas defendem que algumas das bases ou aeródromos militares podem ser abertos à aviação civil sem que isso signifique a desafetação da vertente militar. Outras defendem que para passarem a ser utilizadas pela aviação civil têm de deixar de ser militares”, referem os deputados centristas, tendo defendido ser “importante que, mais do que as opiniões publicadas, que o Ministério da Defesa Nacional, em colaboração com os Chefes dos Estados-Maiores, indiquem se têm algum estudo fundamentado sobre a abertura à aviação civil das bases aéreas e aeródromos militares da zona centro e quais os seus impactos, quer sejam financeiros, militares ou outros”.

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