Abrantes | Arrancou empreitada de novo museu, MIAA vai custar 3,1 milhões de euros

Vista parcial do futuro MIAA de Abrantes. Foto DR

A requalificação do Convento de S. Domingos para instalação do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) arrancou este mês de janeiro, nove anos após o seu anúncio. O contrato de empreitada da primeira fase da obra é de 3,1 milhões de euros, tem um prazo de execução de 910 dias e foi assinado no dia 25 de agosto com a empresa Teixeira, Pinto & Soares, SA.

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O contrato, pode ler-se em comunicado, foi assinado com a empresa Teixeira, Pinto & Soares, S.A., e tem por objeto a recuperação, remodelação e ampliação do Convento de S. Domingos para a instalação do MIAA, um equipamento que vai ocupar todos os espaços disponíveis atuais do antigo convento para áreas de exposições, permanentes e temporárias, onde ficará parte da coleção de arqueologia e arte municipal, o espólio de pintura contemporânea da pintora Maria Lucília Moita e a coleção arqueológica Estrada, propriedade da Fundação Ernesto Lourenço Estrada, Filhos.

São cerca de cinco mil as peças que integram as coleções da Fundação Estrada de ourivesaria ibérica, armaria e arte sacra dos séculos XVI a XVIII, além de coleções de numismática, arquitetura romana, medieval e moderna, relógios de várias épocas e uma exposição de arqueologia e história local.

A obra a realizar será efetuada no centenário convento de S. Domingos e desenvolver-se-á em 2 pisos, sendo intervencionada uma área bruta de construção correspondente a 3.280 m2. No edifício que prolonga a ala norte do convento, e que se desenvolve num piso, será intervencionada uma área bruta de construção correspondente a 256 m2, e que servirá também para instalar os serviços indispensáveis ao funcionamento do Museu e Centro de investigação associado, da receção ao serviço educativo, uma área de armazém e diversas áreas técnicas.

O novo Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, tem o projecto de arquitectura das instalações pelo Arquitecto Carrilho da Graça e o projecto museográfico pelo Professor Fernando António Batista Pereira.

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MIAA
Vista parcial do futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) a edificar em Abrantes. Foto DR

A requalificação do Convento de S. Domingos para instalação do MIAA, projeto que arrancou nove anos após o seu anúncio, é “fundamental para a revitalização do centro histórico”, afirmou a presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque, por ocasião do lançamento do concurso cujo objeto assenta um projeto mais vasto de regeneração urbana da cidade a partir da requalificação e musealização do referido convento, ali situado.

Um investimento que, segundo a presidente da Câmara Municipal, “permitirá uma afirmação cultural muito forte no contexto nacional e internacional, tornando público o acesso a uma coleção de valor inestimável e de foro privada, além da criação de um grande centro cultural que complementará as várias funções do centro histórico, como as residenciais, administrativas e comerciais”, no âmbito da estratégia delineada para Abrantes no contexto da região do Médio Tejo, em termos de regeneração urbana e turismo cultural.

A obra será apoiada em 85% com verbas dos fundos comunitários do Portugal 2020, no âmbito do PEDUA – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Abrantes para a Regeneração Urbana, segundo a governante.

Associado ao Museu Ibérico, o espaço vai ter um Centro de Investigação para “assegurar a continuidade do estudo das coleções” que ali serão expostas e que sirva de polo dinamizador de projetos de investigação e de parcerias com universidades, museus nacionais e estrangeiros.

A primeira fase de recuperação, remodelação e ampliação do Convento de S. Domingos deverá ficar concluída em 910 dias, cerca de dois anos e meio, ou seja, em maio de 2019.

Assinatura do contrato de empreitada da primeira fase do MIAA. Foto: DR
Assinatura do contrato de empreitada da primeira fase do MIAA. Foto: DR

Dentro deste contexto, a Câmara de Abrantes já havia anunciado um investimento de 1,5 milhões de euros na requalificação do Edifício Carneiro, imóvel próximo do castelo da cidade, para acolher o futuro Museu de Arte Contemporânea “Charters de Almeida”.

O escultor Charters de Almeida, 81 anos, doou ao município de Abrantes uma parte significativa da sua coleção, resultado de mais de meio século de atividade artística, e de que se destacam as obras em grande escala, conhecidas por “Cidades Imaginárias”, que chegam a atingir os 40 metros de altura.

Sónia Leitão e Mário Rui Fonseca

c/Lusa

 

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