Bombeiros Profissionais consideram urgente entrada de novos quadros

Foto: Luís Nunes

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, disse hoje que é urgente a entrada de novos bombeiros nas corporações, razão pela qual quer sensibilizar os responsáveis nacionais e locais para a realização de novas recrutas.

PUB

“Os efetivos são quadros já com uma idade muito grande. São quadros envelhecidos com 40 e 50 anos. Há uma urgência grande de reposição de quadros”, disse à agência Lusa Fernando Curto à saída de uma reunião promovida, no Porto, pela ANBP e pelo Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais que juntou comandantes de várias corporações.

Fernando Curto revelou que na terça-feira se vai reunir com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e que o tema do envelhecimento de quadros será abordado, bem como o da idade de aposentação dos bombeiros.

A ANBP quer que a questão da aposentação seja revista com “muita urgência”, apontando como “mais razoável” que um bombeiro se aposente aos 50 ou 55 anos e não aos 60 como está regulamentado neste momento.

“Um bombeiro com 40 anos de serviço, não tem condições aos 60 anos para estar numa primeira intervenção”, referiu.

PUB

Fernando Curto lembrou que o Estatuto do Bombeiro Profissional foi aprovado na última legislatura algo aguardado, segundo disse o dirigente, “há 10 anos”.

O documento traduz-se, na prática, na equiparação dos bombeiros municipais aos sapadores, estando agora em cima da mesa a discussão à volta da questão remuneratória, postos, tipologia das companhias e recursos humanos.

“Da nossa perspetiva tem de ser alterado o Regime Jurídico dos Bombeiros Profissionais para clarificar a organização da carreira única. As câmaras também têm de ter toda a qualificação, daí estarmos a organizar documentação para discutir junto do Governo para que sejam carreiras iguais”, descreveu o responsável.

Por fim, o presidente da ANBP indicou que “há uma previsão de que a equiparação total [entre Municipais e Sapadores] se faça entre um a três anos”, mas aproveitou para elogiar as Câmaras Municipais.

“Há uma grande disponibilidade das Câmaras para atualizarem já a situação remuneratória dos bombeiros portugueses”, disse Fernando Curto.

A reunião de hoje, que decorreu no Batalhão de Sapadores de Bombeiros do Porto, serviu para a ANBP e o SNBP recolherem contributos a sugerir ao Governo sobre possíveis alterações ao Estatuto do Bombeiro Profissional.

Na sessão marcaram presença comandantes e representantes de regimentos, batalhões e companhias de Sapadores de Bombeiros de cidades como Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Braga, Viana do Castelo, Viseu, Coimbra, Figueira da Foz, Leiria, Santarém, Alpiarça, Cartaxo, Alcanena, Setúbal, Faro, Olhão, Tavira e Loulé.

Este encontro, que foi o segundo do género, vai repetir-se a 08 de janeiro no quartel dos Bombeiros Sapadores do Cartaxo.

No início da reunião estiveram presentes autarcas do Porto e de Lisboa que foram convidados a apresentar os casos locais.

Em declarações aos jornalistas, à entrada para a sessão, o vereador da Proteção Civil de Lisboa, Carlos Brito de Castro, referiu que na capital há 11 quartéis com 900 bombeiros no quadro.

“Atualmente a nossa preocupação é manter ou melhorar o tempo de resposta. Temos rácios muito positivos a nível europeu. Nem chega aos cinco minutos de espera”, disse o autarca.

Já questionada sobre a possibilidade de o corpo de bombeiros do Porto vir a ser reforçado, a vereadora da Proteção Civil local, Cristina Pimentel, afirmou que “têm sido feitos recrutamentos sistemáticos” e que “a autarquia do Porto reconhece a grande importância dos Sapadores”, um batalhão atualmente com 235 homens.

“Continuamos a formar os nossos bombeiros Sapadores, mas obviamente vamos sempre fazendo novas escolas de recruta. Na cidade do Porto [os bombeiros] têm competências muito variadas de proteção e socorro”, referiu a vereadora.

PUB

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here