“Bohemian Rhapsody”, por Vasco Damas

Foto: 'Divulgação'

É mais fácil criticarmos que elogiarmos. Assumo a minha quota-parte de responsabilidade nesta matéria. Quero acreditar que o faço com base em critérios justos, mas como isto da justiça já teve dias menos nebulosos, admito que nem sempre o seja. Apesar de tudo e de por aqui poder não parecer, na vida utilizo com mais frequência o elogio e quando tenho de ser crítico, faço-o com objetivos claros de provocar reações e resultados.

PUB

Pode não parecer, mas vem isto a propósito de “Bohemian Rhapsody”, o filme que retrata parte da história dos Queen, com o foco virado para a vida do seu líder carismático, Freddie Mercury.

Vi o filme em Novembro, dois depois da sua estreia em Portugal. Não levava grande expectativa e confesso que acabei por ir ver este filme por manifesta falta de alternativas. Contra todas as probabilidades fui brutalmente surpreendido pela positiva e acabei por rever o filme nos primeiros dias de dezembro porque fiz questão de o dar conhecer à mulher que faz o favor de dividir a vida comigo.

Tanto a minha filha mais velha, que me acompanhou da primeira vez, como a minha mulher tiveram reações idênticas e também elas se deixaram contagiar, emocionar e deliciar pela força da história.

Apesar de um ou outro retoque, de uma ou outra imprecisão histórica e de uma ou outra alteração que foi introduzida para lhe dar ainda mais força, esta é uma história de vida e foi esse pequeno “pormaior” que mexeu mais comigo porque, de facto, há histórias que têm o condão de ser uma inspiração.

PUB

Inspiração para olhar a vida com outros olhos ou se preferirem, com outros filtros. Filtros que vejam o positivo no negativo em vez do tradicional negativo no positivo. Que mostrem abertura e aceitação na diferença, seja ela qual for. Que não joguem só pelo seguro e que se permitam traçar o rasgo que “nos” permitiu sair da idade da pedra. A mesma para onde nos estão a querer empurrar dentro duma lógica de regresso ao passado.

Há de facto histórias que são uma inspiração, que despertam consciências adormecidas e que podem ajudar a travar o processo de regressão que iniciámos há alguns anos.

Troquemos o negativo pelo positivo, sejamos mais ativos onde se faz a diferença e talvez regressão volte a rimar com evolução. É uma questão de opção que vive dentro de cada um de nós. E enquanto ela existir, há esperança. Pelo menos, quero acreditar que sim e estas histórias acabam por dar força à minha crença.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here