“ARTEJO – Associativismo…ou não?”, por Massimo Esposito

Na terra onde nasci, logo depois da guerra não havia nada, só homens e mulheres que tinham perdido tudo e queriam reaver a própria vida.

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Começaram as cooperativas e associações, JUNTOS começaram a ter as próprias tarefas e a desenvolver as ideias para alcançar objetivos.

Quer na administração, quer na logística ou no próprio trabalho manual, todos tinham a dignidade própria porque eram uma peça duma engrenagem que ajudava a TODOS, ninguém era mais do outro porque o responsável da logística não podia fazer nada se os operários não entregassem o produto, e assim por diante.

Em Portugal não é assim, e digo isto por experiência pessoal (várias). No concelho de Mação, por impulso do então presidente da Câmara, foi constituída uma associação de artistas, de que eu era o afortunado presidente, e nas primeiras reuniões todos eram interessados a ajudar..mas o tempo passa… e aos poucos o “afortunado” presidente devia fazer contactos, realizar exposições, entregar documentos ao técnico de conta, reunir na câmara, fazer limpeza…….isto durou 3 anos, visto que ninguém mais se apresentou para avançar, e eu fiquei cansado por trabalhar sozinho.

Estou agora em duas Associações do Medio Tejo. Belas reuniões… no começo, com tantas ideias, projetos, propostas. Alguns que se agitavam para impor as próprias ideias…fazemos ISTO! Fazemos AQUILO! Mas depois as reuniões minguaram, cada um queria JÀ fazer as coisas, queriam JÀ ser elogiados, e aqui inicia o meu raciocínio.

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Meus caros colegas, para se ter algo é preciso trabalho, empenho, sofrimento, e persistência.

Não se pode querer constituir uma associação e logo depois ir exigir subsídios e ajudas..precisa antes MOSTRAR  o que se pretende, o que se sonha , o porquê da existência desta associação, e então sim, podemos ter ajuda.

Associar-se quer dizer” juntar o próprio trabalho ao trabalho de outros para conseguir um objetivo”, não estar a espera, sentadinhos, que tudo caia do céu. Do céu cai água, só!

Por aqueles que criticam, lamuriam, andam tristes a abanar as mãos e chorar nos cantinhos das ruas, porque “aqui não há nada”, “ninguém me ajuda”, “este país não presta”, digo-lhes isto: seja humilde, dedicado e trabalhador, e aceite o seu lugar, não só para fazer propostas, mas demonstrar também em como realizá-las.

DEDICA-TE A ISTO COM PAIXÃO!

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