Almeirim | Sumol+Compal investe 65 milhões de euros até 2021

A Sumol+Compal anunciou hoje, em Almeirim, um plano de investimentos de 65 milhões de euros a realizar até 2021. Foto: DR

A Sumol+Compal anunciou hoje, em Almeirim, um plano de investimentos de 65 milhões de euros a realizar até 2021 para duplicar a capacidade de armazenamento e expedição, reduzir a pegada de CO2 e adotar embalagens mais amigas do ambiente.

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Durante uma visita do primeiro-ministro, António Costa, e do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, à fábrica de Almeirim, o presidente do Conselho de Administração da Sumol+Compal, António Eusébio, apresentou o “maior programa plurianual de investimento” da empresa e a parceria com a Tetra Pak que permite à marca Compal ser a primeira a nível mundial a utilizar uma nova embalagem “mais amiga do ambiente, mais funcional, ergonómica e leve”.

António Eusébio afirmou que a existência de “um enquadramento fiscal incentivador do investimento” foi um “forte estímulo” para o projeto em curso, o qual surge da convicção de que os frutos e vegetais, de que são feitas as bebidas que a empresa produz, “são fontes de nutrição e de bem-estar”, e da aposta na inovação, procurando “novos conceitos de produtos, novos sabores e novas embalagens”.

Na visita realizada hoje, foi mostrada a primeira linha da nova geração de embalagens “de cartão complexo”, instalada na fábrica de Almeirim, escolhida para realizar o “filed test” deste equipamento.

O novo pacote tem uma tampa de polietileno, fabricado a partir de cana de açúcar, e um peso inferior em 15% ao das atuais embalagens, registando-se uma redução em cerca de 200 toneladas/ano dos materiais consumidos, entre os quais plásticos de origem fóssil.

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Por outro lado, está em curso a construção de um armazém numa área de 12.000 metros quadrados, com uma área de expansão prevista de 3.000 metros quadrados, que permitirá o aumento da capacidade de carga de 25.000 para 55.000 paletes e do número de cais de expedição de 19 para 39, disse António Eusébio.

A Sumol+Compal possui seis fábricas, quatro delas em Portugal, uma em Moçambique e uma em Angola, tendo iniciado recentemente operações em regime de franquia no Gabão e nos Camarões.

Exportando para cerca de 70 países, o volume de negócios nos mercados internacionais ascendeu a cerca de 83 milhões de euros em 2018, o que representa cerca de 25% do volume de negócios total, segundo dados fornecidos pela empresa.

A Sumol+Compal incorpora 120 toneladas de fruta nos seus produtos, por ano, sendo 30% de origem nacional, e emprega cerca de 1.600 pessoas, 1.200 das quais em Portugal.

Costa espera década sustentada de convergência económica com a UE

O primeiro-ministro disse hoje, em Almeirim, esperar que a tendência de crescimento da economia portuguesa iniciada em 2017, e mantida num contexto de desaceleração da economia mundial e europeia, resulte numa “década sustentada de convergência com a União Europeia”.

Falando no final de uma visita à fábrica da Sumol+Compal, em Almeirim, onde lhe foi apresentado o projeto de investimento de 65 milhões de euros que a empresa vai realizar até 2021, António Costa apontou este como um exemplo dos investimentos que têm “puxado” pela economia nacional.

O chefe do executivo socialista apontou “a boa notícia” recebida esta semana, de que, num contexto de desaceleração da economia mundial e europeia, “quando receavam que a economia portuguesa tivesse de acompanhar essa tendência global de desaceleração”, se soube que Portugal, não só não a acompanhou, como, pelo contrário, a contrariou, tendo havido uma aceleração do crescimento económico no primeiro trimestre deste ano.

“Só estamos a falar dos primeiros três meses deste ano, mas nada melhor do que começar bem um ano para o continuar bem e o desafio que temos pela frente é nos próximos três trimestres continuarmos a acompanhar esta tendência”, declarou.

Costa destacou o facto de a economia portuguesa ter começado a crescer acima da média europeia em 2017, o que não acontecia desde o ano 2000.

“Estamos pelos primeiros três anos deste século a crescer acima da média europeia e a ambição que todos temos que ter é que estes três anos não sejam a exceção que confirma a regra, mas, pelo contrário, uma nova regra de podermos retomar a trajetória de convergência com a União Europeia que iniciámos em (19)86 e que interrompemos em 2000”, declarou.

Para o primeiro-ministro, uma “conjugação de esforços” entre as empresas e o Estado, ao qual cabe “manter a estabilidade nas políticas públicas”, fornece as condições para que o crescimento registado nestes últimos anos não seja uma exceção, mas sim o início de “uma década sustentada de convergência com a União Europeia”.

“Isso significa estabilidade na trajetória de crescimento do rendimento das famílias, fundamental para o mercado interno, estabilidade na recuperação da credibilidade internacional do país, que é fundamental para as condições de financiamento da economia, mas também para a valorização da marca Portugal num contexto de exportação”, disse.

António Costa afirmou que é sobretudo o investimento empresarial que “está a puxar pelo crescimento e aceleração” da economia, realçando que 2017 foi “um ano recorde de investimento”, como não acontecia desde 1998, tendência que se manteve em 2018 e no início de 2019.

Para o primeiro-ministro, o investimento que a Sumol+Compal hoje anunciou vai ser um dos fatores a ajudar ao crescimento da economia nacional neste e nos próximos anos e que, “pelo seu valor reprodutivo”, vai contribuir para aumentar mais a produção interna e as exportações, contribuindo para o crescimento sustentado do produto interno do país.

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