Almeirim | Pedro Marques (PS) diz que direita “ainda vai a tempo” de explicar voto contra passes sociais

O PS venceu as eleições para o Parlamento Europeu com 30 a 34% dos votos, obtendo oito a nove mandatos, indicam as sondagens avançadas pelas televisões às 20:00. Foto arquivo: DR

O cabeça de lista europeu do PS acusou na quarta-feira a direita de ter “um problema” na área das alterações climáticas e afirmou que tem “toda uma campanha” para explicar porque votou contra a medida dos passes sociais.

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“A direita provocou ruído durante semanas porque nunca quis explicar porque é que votou contra a medida dos passes sociais”, referiu Pedro Marques, sublinhando que “ainda vão a tempo” e “têm toda uma campanha” para explicar essa posição aos portugueses.

Num jantar comício no concelho ribatejano de Almeirim, o candidato do PS disse não perceber como é que o PSD e o CDS-PP “se lembraram de votar contra a medida”, algo que o partido ainda “está à espera” que lhes seja explicado.

Durante a ação, que juntou aproximadamente 900 pessoas, marcaram também presença “bons amigos”, nas palavras de Pedro Marques, como os ministros do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e da Segurança Social, José Vieira da Silva.

O candidato aproveitou a ocasião para elogiar a equipa que tem estado envolvida na campanha para as próximas eleições de dia 26, fazendo um discurso centrado no tema das alterações climáticas, no qual destacou vários exemplos em que Portugal tem sido pioneiro.

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Uma dessas medidas estruturantes é a promoção da utilização do transporte público, na qual se fundamenta a medida dos passes sociais e da criação dos passes únicos, “a maior medida para a descarbonização que algum governo tomou na Europa”.

Costa salienta que economia portuguesa está a acelerar e que há confiança no país

O secretário-geral do PS afirmou em Almeirim que a economia portuguesa está a acelerar, contrariando a tendência internacional e até da Alemanha, num discurso em que pediu mais força para si e Mário Centeno para reformarem a Europa.

António Costa recorreu aos mais recentes indicadores do INE (Instituto Nacional Estatística), segundo os quais Portugal terá crescido 1,8% no primeiro trimestre do ano, no jantar comício de Almeirim, após discursos do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e do cabeça de lista europeu do PS, Pedro Marques.

“O INE confirmou hoje aquilo que já pressentíamos [no Governo], mas que muitos tendiam a dizer que não era possível. É verdade que a economia mundial está em desaceleração, é verdade que a economia europeia está em desaceleração e até algumas grandes economias, como a da Alemanha, está em desaceleração. Mas a nossa economia, no primeiro trimestre deste ano, acelerou e cresceu mais do que estava a crescer”, declarou.

Costa salienta que economia portuguesa está a acelerar e que há confiança no país. Foto: DR

Segundo o líder socialista, este crescimento “acima da média europeia” está a ser “puxado pelo investimento das empresas, algo que só é possível porque as empresas confiam no futuro do país”.

“As empresas confiam que vale a pena investir, vale a pena contratar mais trabalhadores e que continua a haver razões para terem mais contratos sem termo, com melhores salários. É esse o caminho de progresso que queremos”, declarou, num discurso sem qualquer ataque a outras forças políticas.

Na sua intervenção, além das referencias ao crescimento económico, António Costa procurou deixar mais duas mensagens, a primeira das quais para salientar importância “de defender a Europa”, designadamente em matéria de combate às alterações climáticas.

“É impossível enfrentar este desafio sem a União Europeia. Sabemos bem, a começar nos Estados Unidos com o presidente Donald Trump, que há países se recusam a enfrentar essa realidade”, observou.

Depois, o líder socialista sustentou a tese de que, além do projeto europeu, nas eleições do próximo dia 26, é também preciso defender Portugal, alegando estão em curso negociações decisivas para o país, como a necessidade de evitar cortes nos fundos de coesão ou no segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC).

“Temos de ter força nessa mesa de negociações. Temos de saber concluir essas negociações a contento de Portugal e dos portugueses”, advertiu, apontando, ainda, como exemplo, a reforma da zona euro.

“Tivemos uma grande vitória com a eleição do nosso ministro das Finanças, Mário Centeno, para presidente do Eurogrupo, tivemos uma grande vitória quando houve mandato do Conselho para que ele, em junho, apresente um orçamento para a zona euro – um orçamento que se destina a financiar a convergência. Mas, para tal, é necessário que Portugal tenha força, que Mário Centeno tenha força e que eu tenha força para nos batermos por isso”, acrescentou.

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