Alcanena | Projeto de requalificação da Colónia Balnear da Nazaré estagnado (c/vídeo)

Alguns autarcas da região visitaram recentemente a Colónia Balnear da Nazaré, propriedade da antiga Assembleia Distrital de Santarém e atual Associação de Municípios do Vale do Tejo (AMVT), e constataram o elevado grau de degradação do edifício. Na reunião de câmara de Alcanena de 4 de fevereiro, segunda-feira, sob proposta da presidente, Fernanda Asseiceira (PS), foi aprovada por unanimidade uma moção que apela à urgência de conclusão do projeto requalificação da estrutura.

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No texto aprovado solicita-se à AMVT que “o projeto de requalificação seja apreciado e votado na Assembleia Geral da AMVT e em todos os Municípios da AMVT, ainda no decorrer do ano 2019; o procedimento de concurso público para a requalificação se inicie ainda durante o ano 2019, para que a obra decorra no ano 2020 e, se necessário, 2021; que sejam concretizadas as respetivas diligências em termos de financiamento, para a realização das obras de requalificação do imóvel mencionado; caso não se encontre o necessário financiamento, comunitário ou outro, que seja avaliada e deliberada a comparticipação nas respetivas despesas e aprovados os termos e critérios dessa mesma comparticipação, por todos os Municípios”.

“A AMVT tem procurado encontrar apoio comunitário para a requalificação do edifício existente na Nazaré, para poder dar continuidade a iniciativas na vertente social, proporcionando atividades de tempos livres aos mais jovens e aos idosos de todos os concelhos do distrito de Santarém”, refere o texto.

Porém, o município de Alcanena está preocupado com o “avançado estado de degradação em que o edifício da Colónia Balnear da Nazaré se encontra, bem como pelo atraso na finalização do projeto e respetivas diligências em termos de financiamento, para a realização das obras de requalificação do imóvel mencionado”.

“De referir que, nas várias Assembleias Gerais realizadas, o Município de Alcanena sempre defendeu e insistiu na avaliação e finalização do projeto de requalificação, tendo também manifestado disponibilidade total para a devida ponderação na repartição das despesas necessárias, pelos Municípios da AMVT, caso não se encontrasse o necessário financiamento”, termina o documento.

Da parte dos Cidadãos por Alcanena ficou a referência a um montante de 350 mil euros que a AMVT terá em cofre, assim como valor idêntico em dívidas de municípios. “Convinha apurar o que é feito deste montante e se o mesmo poderá ser utilizado nas obras de
requalificação do edifício, se assim for entendido. Do património da AMVT também constava o edifício do Arquivo Distrital de Santarém, estes bens patrimoniais, para além da Colónia, o dinheiro, as dívidas e o edifício da Arquivo Distrital, não devem ser descurados”, referiram.

De recordar que em 2018 a AMVT deu passos para, finalmente, dar nova vida ao edifício, mas o projeto final, segundo avançou Fernanda Asseiceira, ainda não foi apresentado aos municípios. Em cima da mesa está a possibilidade de conjugar os fins sociais da estrutura com um hotel, mas ainda nada está formalmente decidido quanto ao futuro deste edifício dos anos 40 que se situa numa zona nobre da apinhada vila da Nazaré.

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