Alcanena | Novo quartel da GNR vai permitir inserir mulheres na delegação

Apesar de ter tido há poucos anos uma comandante mulher, a delegação possui atualmente apenas homens Foto: mediotejo.net

O novo posto territorial da GNR de Alcanena foi inaugurado na terça-feira, 9 de julho, depois de mais de 20 anos de negociações, que resultaram numa parceria entre município e governo para levar a obra a bom termo. Atualmente com uma camarata feminina, a delegação alcanenense passa assim a poder receber mulheres militares, uma vez que as antigas condições eram de tal forma limitadas que o posto só possui homens.

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A GNR de Alcanena teve até há pouco tempo uma comandante mulher, mas a situação era inusitada no concelho. As condições precárias e sem espaços próprios para os dois géneros do antigo quartel não facilitavam a entrada na delegação do sexo feminino. O atual Comandante, Jorge Oliveira, comentou ao mediotejo.net que espera poder ver a situação invertida com a inauguração do novo espaço.

GNR de Alcanena recebeu uma viatura financiada pelo município. Comandante Jorge Oliveira espera que novas condições diversificam o contingente alcanenense Foto: mediotejo.net

Numa breve entrevista no dia da inauguração das instalações, o Comandante Jorge Oliveira afirmou ao nosso jornal que a nova casa obedece às “necessidades exigidas”, havendo inclusive espaço para que outras entidades, como a Polícia Judiciária, possam fazer interrogatórios, a um nível primário, em caso de necessidade. “Ficamos com os problemas solucionados”, adiantou, constatando que seria bom poder contar com mais recursos humanos.

A delegação conta com 20 militares, todos homens. A situação deve-se ao facto de não haver caserna própria para as mulheres no antigo edifício, explicou, particularidade agora solucionada.

Acresce que Alcanena é frequentemente uma “zona de passagem” para militares que são de outras zonas do país e que por aqui se instalam pouco tempo até conseguir posto mais perto de casa. As condições adequadas para este tipo de mobilidade eram assim uma necessidade, explicou.

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Questionado sobre a tipologia da criminalidade no concelho de Alcanena, o responsável adiantou que no último ano esta “subiu ligeiramente”, em particular os crimes de violência doméstica. Tal não resulta, sublinhou, do aumento propriamente dito deste tipo de crime, mas do aumento da denúncia numa época de forte consciencialização, depois de décadas de sofrimento conjugal. “É sempre preocupante, mas tem sido resolvido de forma célere com o Ministério Público”, assegurou.

O crime violento e o crime contra o património tem-se mantido estável, referiu. Neste último caso, o militar deixou o alerta para que a comunidade dê conta à GNR de eventos que possam facilmente deixar aldeias vazias.

Num ambiente rural como o de Alcanena, facilmente um casamento ou um funeral arrastam a pouca população para fora de suas casas, criando ambientes propícios a assaltos. Se a GNR for avisada, adiantou, uma patrulha pode assegurar que as aldeias se mantêm seguras.

A GNR de Alcanena recebeu ainda no dia da inauguração um novo veículo, financiado pela Câmara Municipal.

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