Alcanena | Festival Materiais Diversos partilha “diferentes visões e inquietações” – diretora (C/VIDEO)

Elisabete Paiva, diretora artística da Materiais Diversos. Foto: mediotejo.net

O Festival Materiais Diversos vai celebrar, de 27 de setembro a 05 de outubro, as suas 10 edições com um programa “muito participado”, afirmando-se como “lugar de encontro e como tempo de partilha de diferentes visões e inquietações”, disse hoje a diretora artística da Materiais Diversos.

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Na sua primeira edição bienal, depois de nove edições anuais, o festival regressa a Minde, Alcanena e Cartaxo, num novo modelo que permitiu dedicar “mais tempo a cada parceiro, a cada artista e coletivo, a cada pergunta, processo, pessoa”, realçou Elisabete Paiva.

“A alegria de chegar ao número 10 é grande, sobretudo quando se desenvolve um festival no contexto português, onde as políticas culturais são intermitentes e nem sempre as mais ambiciosas ou corajosas — razões que nos levaram a persistir ainda mais e a chegar até aqui”, afirmou Elisabete Paiva, que hoje apresentou a 10.ª edição do Festival Materiais Diversos (FMD), no Museu da Aguarela, em Minde, Alcanena.

A comunidade vai ser convidada a celebrar a data numa refeição partilhada, “À volta da mesa”, no dia 28 de setembro, no Ponto de Encontro – um espaço para “conversas, debates, sessões de cinema e pequenas performances”, projetado e construído pelo In Situ, Laboratório de Intervenção em Arquitetura, da Universidade Autónoma de Lisboa.

É nesse espaço que vai acontecer, na manhã desse dia, o debate “Entre a Urbe e a Serra”, com Elisabete Paiva e Tiago Guedes, a atual diretora e o anterior diretor artístico do festival, moderado pelo investigador e programador cultural António Pinto Ribeiro, numa reflexão sobre a dança, as artes performativas e os novos centros de criação, programação e divulgação, que integrará o livro celebrativo dos 10 anos do festival, a publicar em março de 2020.

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O acolhimento prestado pela população de Minde a artistas e equipas técnicas ao longo destes anos serviu de mote para a performance “Jogo de Lençóis”, que Lígia Soares vai estrear ainda nesse dia, à tarde, na Casa da Memória.

“É com labor e delicadeza que criamos condições para o encontro entre as localidades onde trabalhamos — Minde, Alcanena, Cartaxo —, as suas pessoas e artistas vindos de diferentes lugares, com as suas preocupações, sensibilidades e conhecimentos”, salienta Elisabete Paiva no texto de apresentação do FMD.

Com um programa que oferece mais de 60 atividades, 17 espetáculos de criadores portugueses e estrangeiros, cinco deles em estreia absoluta e quatro em estreia nacional, uma exposição, três ações de participação, mais de 20 conversas e debates e quatro momentos musicais, com a participação de 150 artistas, o FMD propõe “a cada participante perscrutar além da superfície, percorrer as distâncias entre as diferenças” que tanto separam como aproximam, “passar de espetadores a atores da vida pública e da vida (em) comum”.

“Trabalhamos para revelar gestos, corpos e histórias, pensamentos e emoções. Trabalhamos para multiplicar as línguas na conversa e as possibilidades na escolha que todos e todas devem poder fazer, e também para estarmos juntos, nos rirmos juntos e dançarmos juntos”, afirmou.

Festival Materiais Diversos abre com espetáculo de Tania el Khoury sobre refugiados. Foto: DR

Além das performances e dos espetáculos de teatro e dança, ou da escola de verão, o FMD tem uma programação para crianças, com espetáculos como “Joana Azurduy”, sobre a “mulher-mãe-guerreira” que lutou pela independência da Bolívia, uma das quatro peças que teatro que Cláudia Gaiolas construiu a partir da coleção de livros “Antiprincesas”, e que vai estar na Mata de Minde no dia 29 de setembro.

A peça “Mesa”, de Catarina Requeijo, a partir do livro “Uma mesa é uma mesa. Será?”, no dia 01 de outubro, no cineteatro São Pedro, em Alcanena, e o espetáculo de dança “Sublinhar”, de Marta Cerqueira, a 04 e 05 de outubro, na Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense (Cartaxo), completam a programação para crianças.

Alcanena vai receber a 27 e 28 de setembro, no Cineteatro S. Pedro a estreia ao peça de teatro “A Menor Língua do Mundo”, sobre línguas minoritárias (com destaque para o dialeto local, minderico). Foto: DR

As “Noites Longas”, programadas pelo Bons Sons, festival de música portuguesa que se realiza em agosto na aldeia de Cem Soldos (Tomar), levarão Manel Cruz, que apresentará “algumas músicas que o celebrizaram” e outras do seu novo disco, à Fábrica da Cultura de Minde, no dia 28 de setembro, e a banda They Must Be Crazy ao Mercado Municipal do Cartaxo, a 04 de outubro.

A dupla Dj SlowFlow vai animar a “festa de abertura” do festival, no dia 27 de setembro, no edifício António Alves Raposo, em Minde, cabendo ao DJ Maboku fazer a festa de encerramento, no dia 05 de outubro, no Mercado Municipal do Cartaxo.

C/LUSA

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