Alcanena | Dívida municipal baixa 1,6 milhão e chega aos 9 milhões

assembleia de alcanena de 19 de abril de 2017. Foto: mediotejo.net

Com taxas de execução do orçamento, ao nível da receita e da despesa, a rondar os 90%, uma descida de 1,6 milhão da dívida total, situando-se nos 9 milhões, 1 milhão de resultado líquido positivo, prazos de pagamento a fornecedores de nove dias e uma folga de 6 milhões na possibilidade de endividamento, a Câmara de Alcanena apresentou na reunião e assembleia de quarta-feira, 19 de abril, o relatório do exercício de 2016. Em ambas as sessões o documento foi aprovado por maioria, com voto contra e abstenção do ICA, frisando a vice-presidente, Maria João Gomez, o “rigor” que tem sido colocado na gestão municipal.

PUB

Na reunião camarária, na manhã de quarta-feira, as contas foram apresentadas de forma resumida por Maria João Gomez. À noite, na assembleia municipal, coube ao técnico do município realizar uma apresentação mais extensa dos números a todos os deputados, à qual o mediotejo.net teve acesso.

Os dados que se seguem são apresentados mediante uma consulta direta destas estatísticas, cedidas pelo município, a qual ainda não havia sido disponibilizada aquando a redação dos liveblogs de reunião e assembleia de 19 de abril, podendo por tal verificar-se algumas divergências.

Segundo esta informação, o valor recebido em fundos comunitários desceu consideravelmente em 2016, situando-se 432 mil euros, razão pela qual a receita também desceu, ficando-se por cerca de 11 milhões. A taxa de execução da receita em orçamento foi de 91,65%, uma das mais altas dos últimos 14 anos. Já a taxa de execução da despesa ficou-se nos 88,17%, também uma das mais altas.

A dívida de médio longo prazo está nos 8 milhões e a curto prazo em 582 mil euros. O endividamento líquido encontra-se nos 3 milhões. A dívida total ficou-se nos 9.027.066,86 euros, um decréscimo de mais de milhão e meio em relação aos 10.646.315,91 euros de 2015.

Outro dado relevante é o pagamento a fornecedores: Alcanena tem regularizado os pagamentos numa média de nove dias. Em termos de resultado líquido, o município encontra-se com valores positivos, em 1.064.265,57 euros.

Na reunião de câmara o Reltório de Contas recebeu o voto contra do ICA. “Em 2016 não passámos de gestão corrente”, defendeu o vereador Artur Rodrigues, mencionando “alguma falta de coordenação e liderança” e obras que ficaram por concretizar. Maria João Gomez e Hugo Santarém (PS) não concordaram com a abordagem, com a primeira a lembrar que se vem diminuindo gradualmente, desde 2009, uma dívida de 20 milhões de euros, havendo vários projetos a avançar.

Na assembleia municipal também partiram do ICA a colocação de algumas dúvidas em torno do relatório de contas, mas este acabaria por ser aprovado por maioria, apenas com a abstenção de Maria João Rodolfo (ICA).

DEIXAR UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here