Alcanena | Cientista Elvira Fortunato distinguida com prémio da Academia Polaca de Ciências

A cientista Elvira Fortunato é natural de Louriceira, Alcanena. Foto: DR

A cientista Elvira Fortunato, conhecida pela invenção do transístor de papel, foi distinguida com o Prémio Czochralski 2017, atribuído pela Academia Polaca de Ciências e pela Sociedade Europeia de Investigação de Materiais, informou a galardoada à Lusa.

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O prémio, concedido pela primeira vez a um investigador português, é promovido também pela Sociedade Polaca de Ciência dos Materiais e pela Sociedade Polaca de Crescimento de Cristais.

A distinção será entregue a 20 de setembro, em Varsóvia, como reconhecimento do trabalho de investigação da cientista e docente na área da Ciência dos Materiais Avançados.

Natural de Alcanena, e diretora do Centro de Investigação em Materiais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Elvira Fortunato criou o transístor de papel: o papel é usado como material de eletrónica, barato e reciclável, podendo ser aplicado em embalagens de medicamentos e alimentos, ou mesmo em bilhetes de avião.

O laboratório da cientista também inventou um teste rápido, feito igualmente com papel de fotocópia, para detetar a presença de uma bactéria, que vive em lamas e sedimentos, a “Geobacter sulfurreducens”, que pode ser utilizada na produção de energia.

O Prémio Czochralski, instituído desde 2005, deve o seu nome ao químico polaco Jan Czochralski (1885-1953). O cientista ficou conhecido pelo “processo Czochralski”, método de cultura de cristais, nomeadamente de silício, e que constitui a base da indústria eletrónica moderna.

O galardão vai ser entregue a Elvira Fortunato durante o congresso anual de outono da Sociedade Europeia de Investigação de Materiais.

Em novembro, a investigadora recebeu a Medalha Blaise Pascal, distinção da Academia Europeia das Ciências

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