Abrantes | Utentes da saúde do Médio Tejo apresentam propostas para “marcar agenda política”

Os utentes da saúde da região do Médio Tejo apresentaram um conjunto de propostas para valorizar os serviços públicos de proximidade, medidas que entendem dever "marcar a agenda política" em ano de eleições. Foto: mediotejo.net

Os utentes da saúde da região do Médio Tejo apresentaram um conjunto de propostas para valorizar os serviços públicos de proximidade, medidas que entendem dever “marcar a agenda política” em ano de eleições.

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As reivindicações apresentadas na terça-feira no salão da Junta de Freguesia de Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, assentam em “investimentos que permitam dar continuidade à valorização dos serviços de saúde de proximidade prestados” à população da região do Médio Tejo, e que passam pela “abertura de todos os postos de saúde com serviços médicos e de enfermagem e aquisição de unidades de saúde móveis”, que permitam prestar serviço nos 13 municípios da região.

A reunião foi promovida pela Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes, que faz parte do Médio Tejo, e pela Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo.

Utentes da saúde do Médio Tejo apresentam propostas para “marcar agenda política”. Foto: mediotejo.net

As duas entidades defendem a “necessidade premente” de dois outros investimentos e que passam pela conclusão, até ao final do ano, das obras de requalificação dos serviços de Urgência da unidade hospitalar de Abrantes e a aquisição de um aparelho de ressonância magnética para o Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Luís Alves, um dos porta-vozes daquelas estruturas, disse à Lusa que “a grande questão centra-se na dispersão de um território com população muito envelhecida e de fracas posses”, defendendo que os cuidados médicos “devem existir nas aldeias e ir ao encontro das populações e não ao contrário, obrigando as pessoas a terem de sair das suas aldeias para irem à cidade ou às Unidades de Saúde Familiar (USF)”.

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O município de Abrantes foi dado como exemplo, tendo sido referida a existência de “três USF separadas por dois quilómetros em linha reta”, duas na sede do concelho e outra nas imediações.

“Os polos de saúde devem estar todos abertos, com instalações condignas e serviços médicos e de enfermagem, investindo-se nos edifícios e nos profissionais de saúde, e as unidades móveis de saúde deveriam também percorrer estes lugares e aldeias para atendimentos aos cidadãos com determinadas patologias, com evidentes ganhos de qualidade e comodidade para as pessoas”, defendeu Luís Alves, secundado por Ricardina Lourenço, que também usou da palavra.

Já Manuel Soares, também porta-voz daqueles “movimentos apolíticos, de opinião e reivindicativos”, disse que as propostas defendidas pelas comissões de utentes decorrem do facto de este “ser um ano eleitoral e pretender, assim, marcar a agenda política e contribuir para um debate sério e esclarecido, com factos e propostas concretas”, com os representantes dos partidos que se vão apresentar a votos.

“O tema da saúde é uma questão incontornável no debate político e temos vindo a reunir com diversas entidades com responsabilidades na área da saúde, da política, e da governação local e regional para dar conta do balanço que fazemos do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos na região e apresentarmos as nossas reivindicações em ano eleitoral”, notou.

Neste “balanço”, Manuel Soares registou as “melhorias significativas nos serviços nos últimos três a quatro anos”, e manifestou a expectativa que “o programado venha a ser construído e concretizado” pelas autoridades de saúde. Foto: mediotejo.net

Neste “balanço”, Manuel Soares registou as “melhorias significativas nos serviços nos últimos três a quatro anos”, e manifestou a expectativa que “o programado venha a ser construído e concretizado” pelas autoridades de saúde.

As reivindicações agora apresentadas “vão ser dadas a conhecer a todas as entidades com capacidade de decisão”, concluiu.

1 COMENTÁRIO

  1. Não ficou muito explicita a ideia de “abrir todos os postos de saúde”. Já foi demonstrado que a proliferação de postos de saúde por todas as aldeias e povoados não trás benefícios para as populações. A solução passará por melhorar a mobilidade e não abrir instalações que estarão encerradas cinco dias por semana.

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