Abrantes | PSD inaugura sede e apresenta 19 soluções para minorar incêndios

PSD de Abrantes inaugurou a sua sede de campanha e imputou à autarquia socialista responsabilidades políticas por incêndios. Foto: PSD

A candidatura do PSD, “Abrantes Viva”, que apresenta Rui Mesquita como candidato à Câmara de Abrantes, inaugurou na sexta-feira a sua sede de campanha na Rua Cidade das Caldas da Rainha, (rés-do-chão da Pensão Aliança), no centro histórico da cidade, tendo o PSD imputado responsabilidades políticas à autarquia liderada pelo PS e apresentado 19 soluções para “minorar” o problema.

A intervenção de Rui Mesquita, candidato a Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, começou com “agradecimentos vários”, para, de seguida, fazer a sua intervenção política de fundo, tendo os incêndios que têm lavrado em Abrantes, e na região, estado no centro da sua análise, das críticas e também da apresentação das soluções que o PSD defende para o concelho. Transcrevemos a intervenção do candidato do PSD a Abrantes nas eleições do próximo dia 1 de outubro:

“A candidatura do PSD de Abrantes, candidatura Abrantes Viva!,esteve em silêncio sobre os incêndios que têm assolado o nosso Concelho e Concelhos vizinhos. Fizemo-lo por respeito pelo sofrimento das vítimas e pela dedicação dos que os combatem. No entanto, chegou o momento de dizer o que pensamos sobre o assunto e de assumirmos alguns compromissos eleitorais. (…) Todos nós, nesta candidatura, sabemos que, no combate aos incêndios, há situações incontroláveis, e que, por mais cuidados, pessoas e equipamentos que existam, nem sempre é possível parar a marcha das labaredas.

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Por isso, nós – Eu, a minha equipa e o PSD de Abrantes – comprometemo-nos, vençamos ou não as eleições, a ser uma força política cooperante, pronta a colaborar em tudo o que seja necessário no combate e prevenção aos incêndios. Este é um juramento solene que faço em nome de todos nós! No entanto, estejamos no poder ou na oposição, nunca nos demitiremos das nossas obrigações e das responsabilidades políticas inerentes.

Como já vos disse, nós, todos nós, compreendemos que há situações que superam o humanamente possível, e garanto-vos que nunca exigiremos que se faça o impossível, mas é possível minorar os efeitos dos incêndios. E à medida que íamos acompanhando as notícias, fomo-nos apercebendo de que nem tudo, dentro do possível, foi feito para minorar esta situação.

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E isso implica responsabilidades políticas por parte da Autarquia. Não é admissível que as bocas-de-incêndio no Souto estivessem inoperacionais. Não é admissível que não existam bocas-de-incêndio no Alto da Chainça ou em Abrançalha. Não é admissível que os pontos de abastecimento dos bombeiros não se auto-abasteçam, podendo estar vazios quando os bombeiros deles mais necessitam. Não é admissível que, em muitas zonas, os bombeiros não tivessem um local para dormir ou quem lhes fizesse chegar comida. Não é admissível que as estradas e as bermas, mesmo depois da tragédia, continuem por limpar. Não é admissível que o regulamento da Câmara, indo contra a lei, indique que os serviços camarários só podem actuar, no que diz respeito à limpeza de terrenos, se houver uma denúncia…Poderia continuar, mas não quero. Estou aqui… Estamos aqui para apresentar soluções.

Por isto tudo, quero dizer-vos que connosco, entre outras medidas que apresentaremos no dia 3 de Setembro:

  1. Estabeleceremos mais piquetes de intervenção rápida permanente, posicionados nas áreas de maior incidência de incêndios;
  2. O Município tem uma máquina de rasto, com uma área florestal enorme. Não chega! Vamos adquirirmais duas máquinas de rasto para o Município;
  3. Se o Estado acabou com os guardas-florestais, nós criaremos um corpo de guardas-florestais municipais, reveremos os regulamentos municipais e reforçaremos a fiscalização;
  4. Daremos o exemplo e limparemos o que nos cabe limpar;
  5. Reforçaremos o apoio à formação dos bombeiros voluntários e dobraremos o apoio mensal da Câmara, que é, actualmente, de 45 mil euros;
  6. Reveremos o protocolo de cooperação, de modo a incluir a manutenção e substituição dos veículos cedidos pela Câmara à Associação de Bombeiros;
  7. Articularemos, com a Associação de Bombeiros e as Juntas de Freguesia, acções de formação no âmbito da protecção civil focadas em dotar a população de conhecimentos que a sensibilizem para estas problemáticas e a ensinem a limpar terrenos, a socorrer pessoas, a prevenir e combater os incêndios, florestais ou urbanos, e a saber actuar noutras situações de crise, como cheias e inundações;
  8. Ajudaremos a Associação de Bombeiros a recrutar profissionais;
  9. Garantiremos que todas as bocas-de-incêndio funcionam e quedezenas de tanques, motobombas e mangueiras sejam distribuídospelas aldeias do Município;
  10. Aumentaremos o número de pontos de abastecimento e garantiremos que todos, a Norte e Sul do Concelho, se auto-abastecem;
  11. Como acontece em Mação, mas aqui não, criaremos umaferramenta informática que permita levar a informação existente sobre as zonas de combate aos incêndios para o Posto de Comando e monitorizar o desenvolvimento do fogo em tempo real;
  12. Organizaremos, duas vezes por ano, grandes campanhas de limpeza de áreas florestais, articuladas com bombeiros, protecção civil, forças de segurança, particulares e RAME;
  13. Garantiremos que os bombeiros tenham os EPI – os fatos de protecção individual – para incêndios urbanos que estão em falta, além de outros equipamentos de última geração;
  14. Dotaremos a Associação de Bombeiros com os cerca de 9 veículos de intervenção florestal que estão em falta, de acordo com os critérios legais, compreendendo que é um processo gradual, porque é necessário gente para os operar;
  15. Ajudaremos a Associação de Bombeiros na implementação dos estudos prévios que têm vindo a realizar, de modo a criar planos de prevenção e combate a incêndios, como acontece em Água das Casas, plenamente adaptados para cada situação específica;
  16. Afectaremos várias áreas à reflorestação de espécies autóctones e de crescimento lento e também concorreremos ao Plano Junckerpara reflorestarmos o Concelho;
  17. Continuaremos a implementaçãodos conceitos de Zona de Intervenção Florestal (ZIF) de Gestão Total” e da “Sociedade de Gestão Florestal” – Não chegam as 3 ZIF existentes;
  18. Criaremos uma bolsa de empresas que façam recolha de resíduos florestais, para os mais diversos fins, e, em articulação com as Juntas de Freguesia na detecção de zonas de risco, colocá-la-emos em contacto com os proprietários, de modo a que todos possam ganhar: os proprietários que vêem os seus terrenos limpos gratuitamente e as empresas que recolhem os resíduos essenciais às suas actividades;
  19. Criaremos um sistema de comunicações municipal para colmatar as falhas do SIRESP;

E mais pretendemos fazer, em articulação com a Administração Central e com a CIMT.

Eu sei que a força política dominante no Concelho nos acusará de oportunismo político, apesar do tempo que esperámos; apesar de, hoje, estarmos a salientar o que pode ser melhorado; apesar de estarmos a apresentar soluções. Se isso é ser oportunista, então, que nos chamem oportunistas, mas isto não pode voltar a acontecer! Se o futuro está aqui, e se este é o futuro, o fogo às portas da cidade, então, não queremos este futuro!”

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