Abrantes | Município homenageia RAME e Coronel César Reis no Dia da Cidade

O município de Abrantes, no âmbito das festas da cidade, vai atribuir na sexta-feira, dia 14 de junho, um voto de louvor ao Coronel César Reis, primeiro comandante do Regimento de Apoio Militar de emergência (RAME). Foto: mediotejo.net

O município de Abrantes, no âmbito das festas da cidade, vai atribuir na sexta-feira, dia 14 de junho, um voto de louvor ao Coronel César Reis, primeiro comandante do Regimento de Apoio Militar de emergência (RAME) e a medalha de mérito municipal ao RAME, distinções aprovadas por unanimidade na ultima reunião de executivo.

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No feriado municipal, 14 de junho, as cerimónias oficiais do Dia da Cidade realizam-se no Castelo de Abrantes, e vão contar com a presença do Chefe de Estado-Maior do Exército, general Nunes da Fonseca que assistirá a esta condecoração do RAME.

O Hastear da Bandeira contará com execução do Hino Nacional pela Banda do Exército e ocorre pelas 10:00. Às 10:15 procede-se à Condecoração do RAME – Regimento de Apoio Militar de Emergência, com a respetiva entrega da Medalha de Mérito Municipal, seguida de homenagem aos trabalhadores do Município que celebram 25 anos de serviço e aos que se aposentaram.

Coronel César Reis

O primeiro comandante do RAME dividiu durante dois anos os seus dias entre Lisboa, onde nasceu e reside com a esposa e as duas filhas, e a cidade de Abrantes que integrou assim a carreira iniciada na Academia Militar, em 1984, com o curso de Ciências Militares, especialidade de Artilharia.

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Até chegar a Abrantes, desempenhou funções de instrutor, comandante de pelotão, chefe de secção, professor, comandante de companhia, secretário, adjunto, delegado e relações públicas em diversas instituições militares como o Colégio Militar, o Regimento de Artilharia Antiaérea de Queluz e o Ministério da Defesa Nacional.

Coronel César Reis, foi o primeiro Comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência. Foto: mediotejo.net

O RAME – Regimento de Apoio Militar de Emergência

A criação do RAME – Regimento de Apoio Militar de Emergência deu-se a 1 de novembro de 2016 e, entretanto, muita coisa mudou. Não só ao nível do próprio Regimento, mas também do país que passou a dispor de uma força militar preparada para intervir em cenários de acidente e catástrofe sempre que solicitada para o efeito. Fomos conhecer um balanço desta unidade junto do seu comandante, Coronel César Reis, que seguiu um caminho diferente no dia 23 de outubro, última data do programa comemorativo do segundo aniversário do RAME, que inclui uma cerimónia militar e Juramento de Bandeira.

O primeiro ano do RAME tinha sido previsto para o desenvolvimento do modelo da nova unidade militar. No entanto, os incêndios florestais que assolaram o país em junho e outubro obrigaram a colocar em prática procedimentos que ainda estavam a ser desenvolvidos no papel. Tarefa superada, a missão do Regimento continuou através de ações que envolveram a coordenação das diversas unidades militares do território português e, entretanto, surgiram novidades.

RAME, no Quartel de São Lourenço, em Abrantes. Foto. mediotejo.net

Conversámos com o Coronel César Reis, que tomou posse no dia seguinte ao início da atividade operacional do RAME no Quartel de São Lourenço, para sabermos o que mudou no segundo ano de existência desta força criada com o objetivo de responder em situações de emergência que envolvam um número elevado de desalojados, riscos tecnológicos, atos terroristas, contaminação do meio ambiente, incêndios florestais, cheias e inundações, sismos e erupções vulcânicas.

COAME – Centro de Operações de Apoio Militar de Emergência. Foto: mediotejo.net

O trabalho desenvolvido nos 37ha que constituem as suas infraestruturas (20ha de área militar e 17ha de quartel) envolve diversas vertentes, sendo o empenhamento operacional a que oferece maior visibilidade. A formação e o treino, a relação com a comunidade local e o dever de memória são outros eixos estruturantes que marcam os restantes dias do ano em que as imagens associadas aos teatros de operações não têm destaque nos media e que no primeiro ano envolveram perto de 17.000 militares nos incêndios florestais.

Na globalidade, o Comandante faz um balanço positivo e confirma que o RAME se afirmou na missão que assumiu, destacando que se procurou seguir as linhas de ação traçadas no início. “Neste segundo ano posso afirmar que em todas elas, felizmente, conseguimos assegurar o seu desenvolvimento”, disse o responsável. Um dos desafios apontados é “o facto de estarmos a edificar uma capacidade ”que vai além do empenhamento propriamente dito e envolve uma “infraestrutura física, o pessoal e o material”, observou.

O município de Abrantes, no âmbito das festas da cidade, vai atribuir na sexta-feira, dia 14 de junho, um voto de louvor ao Coronel César Reis, primeiro comandante do Regimento de Apoio Militar de emergência (RAME) e a medalha de mérito municipal ao RAME. Foto: mediotejo.net

Várias dimensões que integram “um processo em crescimento” e que, na hora certa, deve assegurar que “tudo se desenvolva de uma forma harmoniosa, coerente e sinérgica”. Os passos que foram dados, sobretudo no segundo ano, tiveram, sobretudo, uma orientação proativa em que foram sendo propostas soluções às entidades superiores, acrescenta, de forma a procurar garantir um futuro “sólido e sustentável” e “tendo sempre como palavra-chave a prontidão”.

PASSO 1: FORMAÇÃO E TREINO

Formação no âmbito dos incêndios florestais a militares do Exército e da Marinha. Foto: mediotejo.net

A formação é considerada uma vertente basilar da missão do RAME. À formação geral comum de praças juntou-se a associada ao apoio a incêndios florestais, como a realizada entre os meses de fevereiro e maio deste ano e que envolveu cerca de 1300 militares, distribuídos por 56 pelotões do Exército e dois da Marinha. Uma ação que contou com a participação da Força Especial de Bombeiros e a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), reforçando a interoperabilidade que o Coronel César Reis aponta como fator fundamental.

A importância da experiência e do know-how de quem está no terreno nacional com maior frequência foram complementados pelo contacto com os colegas espanhóis que integram a Unidade Militar de Emergência (UME) espanhola e de outros peritos internacionais que, neste segundo ano, passaram pelo Quartel de São Lourenço, nomeadamente os australianos.

Outra novidade na formação foi o seu alargamento aos quadros permanentes e implicou que os cadetes da Academia Militar, do Exército e da GNR, realizassem um estágio no RAME. Segundo o coronel, os formandos obtiveram os conhecimentos teóricos e práticos necessários, transmitidos, nomeadamente, através do especialista Xavier Viegas, assim como de responsáveis da ANPC e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O estágio contou com a presença de observadores da Escola de Sargentos do Exército, pois está perspetivada a formação para os quadros permanentes de sargentos, e terminou com um exercício de campo.

Formação realizada por cadetes (Exército e GNR) da Academia Militar. Foto: RAME

No início do mês de abril fortaleceu-se a componente de treino de outros militares com a realização do Fénix 18, em Tavira. O exercício consistiu na simulação de um sismo e colocou cerca de 400 efetivos militares e civis no terreno, a par do Posto de Comando Tático, envolvendo elementos da ANPC, da Cruz Vermelha, do INEM, da Direção-Geral de Veterinária e da Segurança Social, entre outros.

O Comandante do RAME acrescenta que a vertente da formação e treino teve “um avanço não só para os militares do regime de contrato”, mas também “para os elementos que constituem os pelotões de rescaldo e vigilância ativa pós-incêndio” e para os militares “dos destacamentos de engenharia”, área em que “houve uma continuidade relativamente ao ano anterior”, inicialmente realizada na Base Logística de Castelo Branco e que agora passou a estar centralizada no RAME.

PASSO 2: EMPENHAMENTO OPERACIONAL

Apoio aos incêndios florestais. Foto: RAME

A preparação contribui para que os resultados nos teatros de operações se aproximem o mais possível dos estabelecidos e no momento em que as situações de emergência ocorrem o RAME tem de estar preparado para coordenar e operacionalizar dezenas de unidades militares de forma milimétrica. A função é realizada a partir do COAME – Centro de Operações de Apoio Militar de Emergência, sediado no RAME, onde se acompanha a situação do país 24 horas por dia, sete dias por semana.

Os desafios são vários para assegurar uma resposta efetiva às ocorrências que, segundo o Coronel César Reis, são “cada vez mais assimétricas, mais inesperadas e mais fora dos tempos regulares”. Na vertente do empenhamento operacional, os números ajudam a traçar o cenário do segundo ano do RAME, em que se destaca o aumento de 60% nas ações de vigilância e dissuasão de incêndios em que os militares patrulharam cerca de 800.000km de norte a sul do país, prestando apoio à ANPC, ao ICNF e diversos municípios.

A dissuasão, nas palavras do Comandante, “é o que o sistema está a valorizar no nosso papel” atualmente, contribuindo também para a segurança das populações que se habituaram à presença mais regular dos militares. O apoio ao combate aos incêndios rurais no segundo ano do RAME envolveu o empenhamento de 56 pelotões de Rescaldo e Vigilância Ativa Pós-incêndio e 23 destacamentos de Engenharia em sete teatros de operações.

Apoio na tempestade Leslie. Foto: RAME

Um desses teatros de operações foi o incêndio de Monchique, que deflagrou a 3 de agosto e onde estiveram 41 pelotões de todo o país, nove deles durante a fase de rescaldo que durou dois dias depois deste ter sido dado como extinto, a 10 de agosto. Neste caso, o apoio alargou-se ao abastecimento de bens alimentares e na evacuação de pessoas, sob coordenação da GNR, e dos linces ibéricos do Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, envolvendo um total de 28 unidades militares e 215 viaturas.

Contrariamente a 2017, em que as missões foram desempenhadas “com o que havia”, em 2018 os militares envolvidos tiveram todos os equipamentos de proteção individual à disposição. O processo foi sofrendo atrasos, todavia, acabou por ser resolvido e, em conjunto com a formação, destaca o Coronel, “teve impacto significativo no empenho” dos militares, gerando “mais segurança” e “motivação” no teatro de operações.

Uma vez solucionado o problema dos equipamentos de proteção individual e das ferramentas necessárias, a próxima etapa são os equipamentos coletivos da Unidade de Apoio Militar de Emergência (UAME). Um processo que o Coronel esclarece estar “em curso” e, entre outros, envolve a aquisição de mais de duas dezenas de viaturas de patrulhamento no início de 2019, que ficarão sediadas no RAME, tendo o processo sido já concluído e as viaturas entregues.

Outro apoio foi prestado, mais recentemente, durante a tempestade Leslie que, no passado dia 13 de outubro chegou a colocar 13 distritos do país em alerta vermelho. A falta de energia elétrica no concelho de Soure foi solucionada com o empenhamento de 13 geradores com potência entre 60KVA e 250KVA e, nos municípios de Coimbra e Montemor-o-Velho 10 módulos de transporte de carga e um módulo de motosserristas asseguraram operações de limpeza e regularização de espaços públicos e vias de comunicação.

PASSO 3: RELAÇÃO COM A COMUNIDADE LOCAL

Juramento de Bandeira em Mação. Foto: mediotejo.net

A aproximação com a comunidade local foi outro passo firmado no segundo ano do RAME que, entre o legado da Escola Prática de Cavalaria, herdou a exposição permanente “Memórias e Perspetivas da Cavalaria Portuguesa” – aberta à população em geral mediante marcação-, as aulas de hipoterapia com alunos do concelho de Sardoal e a organização das provas de equitação do Concurso Nacional Combinado, que se realizou nos dias 16 e 17 de novembro.

Segundo o Comandante do RAME, o Regimento tem na essência da sua missão esta ligação refletida no “apoio em situações de necessidade” ou na “formação geral comum de praças” que prepara para o serviço militar, mas também ao nível dos valores e competências transversais – como a resiliência, a liderança ou o sentido de grupo – transmitidos “sempre numa preparação de quando eles saírem isto contribuir para o seu projeto profissional”, nas áreas militar ou civil.

A face mais visível ao nível da proximidade são os Juramentos de Bandeira e, a partir de 2018, passaram a ser feitos de forma descentralizada, levando os jovens soldados recrutas a fazer o seu juramento em Abrantes, dentro e fora da sede de concelho – no último caso, em Tramagal -, Mação, Sardoal, Constância e nas instalações da Escola Dr Manuel Fernandes, em Abrantes. A recetividade “tem sido extraordinária”, destaca o Comandante, e é “uma atividade fundamental que, na minha ótica, importa dar continuidade”.

Os Juramentos de Bandeira são considerados momentos que se destacam pelo seu “profundo significado para todos os militares”, envolvendo “não só a população civil de todo o país, como também todos os cidadãos que aqui residem. As primeiras cerimónias realizaram-se em Abrantes, na Praça Barão da Batalha e Jardim da República e, segundo o Coronel César Reis, “entendemos que seria importante descentralizar”, levando-as aos concelhos vizinhos “com os quais temos excelentes relações de proximidade”.

Entre as atividades anuais do RAME encontra-se o Concurso Nacional Combinado. Foto: RAME

Para o Coronel César Reis, esta aposta no estreitamento da relação ajuda “a fortalecer relações de proximidade e estarmos mais junto dos portugueses e da população” ao mesmo tempo que contribui “para que os portugueses nos conheçam e compreendam a importância da nossa missão”.

Aposta essa que surge enquadrada na frase que costuma utilizar: “a porta de entrada do Regimento não é para barrar a entrada, mas para dar as boas-vindas a quem nos visita”.

PASSO 4: DEVER DE MEMÓRIA

Foto de grupo do 93º aniversário do Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes. Foto: mediotejo.net

A missão do RAME tem uma outra vertente associada ao passado que se junta à visão de futuro e às ações do presente e que o Comandante designa como o Dever de Memória através do qual, no segundo ano, se assegurou a continuidade da relação com os antigos combatentes e se deu inicio a iniciativas no âmbito da dimensão histórica.

No primeiro caso enquadram-se, por exemplo, os encontros da Liga dos Combatentes realizados no Quartel, a par do tributo aos antigos combatentes que “tentamos que esteja sempre presente nas nossas cerimónias, nomeadamente com a atribuição das Medalhas Comemorativas das Campanhas”.

Uma ponte que aproxima diversas gerações, diz o Coronel, ajudando a “manter sempre viva esta chama” e para a qual também contribui o Encontro Militar dedicado ao tema “A Presença Militar em Abrantes”, na Biblioteca Municipal António Botto, que partilhou o programa comemorativo das comemorações do Dia da Unidade com o concerto da Orquestra Ligeira do Exército (OLE) na Escola Básica e Secundária Dr. Manuel Fernandes.

“Apoio Militar de Emergência – Novos Desafios”, em Abrantes. Foto: mediotejo.net

Este Encontro Militar, entre outros pontos, assinalou os 100 anos da passagem do Regimento de Infantaria n.º 2 (RI2) da Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, para o antigo Convento de São Domingos, atual biblioteca municipal de Abrantes. Ali ficou sediado até 1955, ano em que foi instalado no Quartel de São Lourenço, onde se manteve até à sua extinção em 2006.

A atividade surge também no seguimento de outras realizadas neste nível, como os seminários “Apoio Militar de Emergência – Novos Desafios”, que tiveram lugar no auditório da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, em Abrantes,  e que tem juntado mais de uma dezena de oradores e agentes da Proteção Civil de todo o país.

Para a transmissão dos valores que dão corpo à História Militar, também é destacado o curso de liderança, realizado em parceria com o Rotary Club de Abrantes desde 2010. A última edição terminou no passado dia 4 de setembro e envolveu 40 jovens estudantes com idades entre os 17 e os 20 anos.

PASSO 5: O FUTURO

Edifício de Comando do RAME. Foto: mediotejo.net

Após os passos dados até ao presente impõe-se a questão sobre as expectativas de futuro e o Coronel começa por dizer tratar-se de “um capítulo” escrito na história do RAME por outro comandante na medida em que a sua saída decorreu há poucos meses e coincidiu com a última data do programa comemorativo do segundo aniversário da unidade militar em que esteve presente desde o primeiro momento.

Aponta os eixos estruturantes do Regimento, como a edificação da capacidade e a formação associada ao apoio militar de emergência em que “continuará a haver muito trabalho”, a formação geral comum, que é “um desafio permanente”, o dever de memória que deve ser preservado “por força da história”, a “procura permanente” da valorização do percurso profissional dos militares que ali prestam serviço e a continuidade do fortalecimento da relação de proximidade com a população.

Linhas mestras definidas no início e que, acredita, “com quase toda a certeza, irão manter-se” e um percurso que, acrescenta, “vai ser feito a várias mãos e assim deve ser, naturalmente com lideranças diferentes”.

No caso das suas mãos, pretende passar o testemunho ao seu sucessor, o Coronel de Infantaria Mário Alvares, que tomou posse como comandante do RAME a 10 de dezembro, que “terá de continuar, diversificar e ser criativo com o seu modus operandi para dar continuidade a uma missão que é exigente” e se caracteriza por “viver muito das situações inopinadas. Não há feriados, não há fins-de-semana, não há noite, não há dia. Temos de estar em on 24 horas por dia”.

Depois de feito o balanço do RAME, enquanto responsável máximo desta unidade militar, o Coronel ressalva que “é preciso perceber que a responsabilidade está no Comandante, mas isto é um trabalho de equipa”. Acrescenta o envolvimento de “todos os militares do Regimento que, percebendo e interiorizando qual a intenção do seu comandante, estiveram de forma dedicada e abnegada sempre presentes e disponíveis para que isso fosse possível”.

A mesma equipa a quem procurou passar a mensagem de que o foco deve ser colocado na solução e não no problema. Nesse sentido, relembra a frase do escritor James Baldwin, que citou no dia da sua tomada de posse, a 2 de novembro de 2016: “Nem tudo o que enfrentamos pode ser mudado. Mas nada pode ser mudado enquanto não for enfrentado”.

ALGUNS NÚMEROS DO RAME EM 2018 | 10 DE MAIO A 30 DE OUTUBRO

Infografia: RAME
Infografia: RAME
Infografia: RAME

* artigo publicado pela primeira vez no dia 2 de novembro de 2018, republicado a 12 de junho de 2019

C/Sónia Leitão

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