Abrantes | Ministro da Defesa diz que RAME está pronto a intervir em emergências de atos terroristas e incêndios (c/ audio e fotogaleria)

Foto: mediotejo.net

O Ministro da Defesa Nacional visitou o Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME) cinco meses após ter iniciado a atividade operacional no quartel de São Lourenço, em Abrantes. Ao longo da manhã desta quarta-feira, dia 19, José Alberto de Azeredo Lopes ficou a conhecer a missão e a capacidade técnica do RAME que, no final, caracterizou como sendo de “excelência”. O apoio foca-se em casos que envolvam um número elevado de desalojados, riscos tecnológicos, atos terroristas, contaminação do meio ambiente, incêndios florestais, cheias e inundações, sismos e erupções vulcânicas.

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Entre a comitiva que acompanhou o ministro numa parte dos 37ha que constituem as infraestruras do RAME em São Lourenço (20ha da área militar e 17ha do quartel) estavam o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Francisco José Rovisco Duarte, o Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General António Xavier Lobato de Faria Menezes, e o Comandante do RAME, Coronel de Artilharia César Luís dos Reis. Os três foram intervenientes no briefing sobre o RAME, nomeadamente a sua missão.

A mesma passa por aprontar a Unidade de Apoio Militar de Emergência, o Destacamento CIMIC (CivilianMilitary Cooperation) do Exército e o Elemento de Comando da Companhia Geral CIMIC. Este regimento assegura, igualmente, a organização, treino e manutenção do Agrupamento Sanitário e da Companhia de Engenharia de Apoio Militar de Emergência, ambas em Tancos (Vila Nova da Barquinha), e da Companhia de Reabastecimento e Serviços, na Póvoa de Varzim. O mesmo constitui-se ainda como polo de formação do Sistema de Formação do Exército.

Abrantes | Ministro da Defesa diz que RAME está pronto a intervir em emergências de atos terroristas e incêndios (c/ audio e fotogaleria)
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Durante a apresentação foi destacada a não substituição do RAME ao trabalho desenvolvido por outras entidades nas áreas de socorro imediato, apoio às populações, combate a incêndios florestais, comunicações de emergência, engenharia e saúde. Facto confirmado mais tarde pelo ministro aos jornalistas, acrescentando que o trabalho deve ser desenvolvido numa ótica de complementaridade em que “a capacidade de resposta do Exército sai reforçada para colaborar com a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e com os bombeiros”.

A área de intervenção desta unidade abrange seis municípios nos distritos de Santarém e Castelo Branco, estando preparada para atuar em diversas situações de emergência. O apoio foca-se em casos que envolvam um número elevado de desalojados, riscos tecnológicos, atos terroristas, contaminação do meio ambiente, incêndios florestais, cheias e inundações, sismos e erupções vulcânicas.

Abrantes | Ministro da Defesa diz que RAME está pronto a intervir em emergências de atos terroristas e incêndios (c/ audio e fotogaleria)
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O briefing no auditório foi seguido por uma demonstração dos meios técnicos e humanos que asseguram as intervenções nestes cenários, levando o ministro a destacar “a impressão de excelência com que saio daqui”, assim como a capacidade demonstrada pelo Exército “de estar preparado para enfrentar situações de emergência”.

Uma dessas situações são os incêndios e a região tem memórias recentes dos ocorridos no ano passado. Neste caso, José Alberto de Azevedo Lopes referiu que “o Exército está hoje mais bem preparado do que estava o ano passado, no âmbito da formação, do treino e na aquisição de equipamentos” com a “disponibilidade de 30 pelotões de responderem presente, no âmbito do plano Lira de combate a incêndios, se para tal for necessário e se para tal forem solicitados”.

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