Abrantes | História Breve do concelho apresentada esta terça-feira

A História Breve de Abrantes, uma narrativa sobre o concelho, vai ser apresentada esta terça-feira, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal António Botto, Abrantes. O projeto, garante o seu mentor Alves Jana, “não tem nada a ver com a Cidade Centenária, a não ser pela oportunidade”, e vem colmatar uma falha, pois segundo o também autor, “não há nenhuma narrativa do que tem sido a história de Abrantes, do concelho, desde sempre”. A partir desta terça-feira, passará a haver.

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Em conversa com o mediotejo.net, Alves Jana referiu que este é um projeto que começou a ser preparado há vários anos. “A ideia é muito simples: não há uma narrativa da história de Abrantes, apesar de haver uma narrativa pequenina do ano de 1952/53, num livro comercial, sem nenhum rigor histórico. Apesar de haver desde a década de 80, preparado pelo Eduardo Campos, a “Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes”, mas é um texto do século XIX”, disse.

“Achou-se – apesar de haver muitos estudos parciais, monográficos, quer na Zahara já com 28 números, quer em monografias especializadas – não havia. Se não havia, tem que haver”, notou, entusiasmado.

Esta pretende ser uma narrativa acessível “desde a mais remota pré-história até ao mês de novembro de 2016”, segundo explicou. “Decidi meter mãos à obra, convidando pessoas que sabem das várias épocas, a escreverem as narrativas dos respectivos tempos. Uma história popular, no sentido de que se destina a toda a gente, não é erudita, não é para especialistas, não tem uma carga bibliográfica e de anotações que se exige num trabalho de especialidade”, explicou, fazendo notar que a vontade dos autores desta obra é “que seja colocada nas mãos de toda a gente. E um livro que possa ser comprado por toda a gente”.

O livro vai distribuir-se por vários capítulos de vários tempos, desde a Remota pré-história até à Romanização, e depois da Romanização até à fundação da nacionalidade, um trabalho de Davide Delfino. Na Idade Média e na Idade Moderna, desde a fundação de Portugal até ao Liberalismo, uma narrativa de Joaquim Candeias da Silva.

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Depois a Revolução Liberal, por Isilda Jana, que tem dedicado alguma atenção a esse período. Relativamente à 1ª e 2ª Repúblicas, o professor, escritor e historiador José Martinho Gaspar.

Depois do 25 de abril,”não é tempo ainda de se fazer História, mas talvez com um bocadinho de jornalismo à mistura”, Alves Jana apresenta também uma narrativa.

E o porquê de ser uma História Breve? “Porque apesar de ter 200 páginas, é breve, pois chama a atenção, diz que fica a faltar uma história aprofundada, mas isso já é outra guerra, para os especialistas”, concluiu, deixando o desafio.

Esta terça-feira à noite, a apresentação será feita ao público, na Biblioteca António Botto, a partir das 21h30, momento que se dará palavra aos autores, “e começaremos a vender a obra, porque queremos que ela circule”, terminou Alves Jana.

biblioteca municipal iluminada
Foto: mediotejo.net

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