Abrantes | Henrique Santos, 64 anos, é o árbitro mais antigo no ativo e fala do “bichinho” que não o deixa largar o apito

Henrique Santos, 64 anos, é o árbitro mais antigo no ativo e fala do "bichinho" que não o deixa largar o apito. Foto: mediotejo.net

Henrique Rosa Santos, 64 anos, natural de Alferrarede velha, é o árbitro mais antigo ainda no ativo, no distrito de Santarém, onde apita nos campeonatos da Inatel. Foi empregado de escritório, antes de se reformar, e é árbitro há 40 anos. Teve passagens pelos campeonatos nacionais onde conheceu e se tornou amigo de grandes nomes do futebol nacional, como Mário Wilson e Manuel Fernandes. O 1º cartão amarelo que mostrou nos campeonatos nacionais, curiosamente, foi a um jogador de Alferrarede, que jogava no Torreense. O jogador (João Brasa) deixou de lhe falar durante uns anos.

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Após uma ausência no mundo do futebol, o “bichinho” falou mais alto e voltou a arbitrar, nos quadros da INATEL, onde está há 20 anos, tendo apitado a final da Inatel em Braga, no ultimo fim de semana.

Numa entrevista ao mediotejo.net fala dos tempos de antigamente e estabelece comparações com o mundo da arbitragem nos dias de hoje. Conta ainda histórias que o marcaram neste já longo trajeto que diz ser “muito positivo” e do qual nunca se arrependeu de pertencer. E promete que vai continuar a apitar, enquanto as pernas não o impedirem de correr por esses campos de futebol de norte a sul do país.

Foi árbitro nos campeonatos nacionais, estando à beira de subir à primeira divisão nacional por três vezes na carreira.

médiotejo.net: Quando foi que descobriu a sua paixão pelo futebol?

Henrique Santos: Foi quando tinha cerca de 15 anos. Fui jogador do Alferrarede nos juvenis, juniores e ainda andei nos seniores também e isso ligou-me de certa maneira ao desporto. Depois acabei por ingressar na arbitragem. Estive 10 anos na segunda divisão nacional, nessa fase estive três vezes para subir à 1ª divisão, mas, como antigamente havia o apito dourado, acabei por ficar na segunda. Era um indivíduo da província e, claro, havia sempre mais dificuldade em chegar lá acima. Com 35 anos, inclusive, abandonei a arbitragem porque eles não me subiram à primeira. Tive uns anos em que parei por completo, nem jornais desportivos lia. Depois é que fui para delegado da associação andei lá um ano, depois dai fui para o INATEL. O bichinho estava cá e por aqui tenho estado há cerca de 20 anos.

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Como surgiu a ideia de se tornar árbitro?

A zona de Alferrarede e Abrantes sempre foi uma zona com alguns árbitros. A certa altura chegamos a ter mais árbitros no concelho de Abrantes que o próprio concelho de arbitragem em Santarém, no total. Depois foi uma ocasião, vai-se falando aqui e ali e acabei por me inscrever e tirar o curso.

Atualmente está inserido nos quadros da INATEL.

Que lembranças tem dos seus tempos enquanto jogador? Também era `resmungão´ com os árbitros nessa altura?

Não, por acaso nunca fui esse tipo de jogador. Tinha um colega ou outro que de vez em quando lá se esticavam um bocadinho com a equipa de arbitragem, mas nunca fui um indivíduo muito quezilento. Era um jogador rijo, reconheço, mas nunca fui quezilento dentro do campo, sempre um jogador normal. Algumas lembranças que tenho é de jogar contra o Tramagal, num torneio que se fazia antigamente em que acabava por jogar contra colegas de escola, jogávamos uns em cada equipa. Mas na parte em que eu jogava, ou em que pelo menos queria jogar, não tenho assim nada de especial. 

Enquanto árbitro, o que é que não tolera que aconteça dentro de campo? 

Indisciplina, faltas de educação, isso não pode ser. Dentro do campo tem de haver respeito.

 

Henrique Santos é o arbitro mais antigo ainda no ativo no distrito de Santarém. Foto: mediotejo.net

Como é que se atua nessas situações?

Quando é com os jogadores, o árbitro tem em sua posse duas coisas da qual se vale e é obrigatório por lei usar, que são os cartões e, com isso, poderá ou não pôr disciplina nos jogadores. Depois depende muito também do próprio árbitro. Da sua maneira de proceder com os jogadores, da sua maneira de dialogar com os próprios jogadores, é isso tudo que cria um conjunto de situações que acabam por levar, na maioria das vezes, o rumo dos jogos a um termo.

Quando é das bancadas, nesta altura a situação já é um bocado mais passageira, porque já são muitos anos, e as coisas começam já a passar um bocadinho ao lado, não quer dizer que elas não fiquem na memória, mas no real já passam ao lado.

Henrique Santos no antigo estádio da luz.

Em tantos anos deve ter com certeza muitas histórias para contar. Há alguma em particular que mereça ser contada? 

Sim, tenho uma que me ficou na memória porque foi passada com um indivíduo, de quem hoje continuo a ser amigo e que me marcou, na altura pela negativa, mas mais tarde as coisas foram ao sitio. E ainda bem porque é uma pessoa aqui de Alferrarede. 

A certa altura fiz o meu jogo de estreia na segunda divisão nacional, foi entre o Torreense e o Mangualde. O defesa central do Torreense chamava-se João Lourenço, mais conhecido por João Brasa. E qual é o primeiro cartão amarelo que eu dou como árbitro de segunda divisão? É ao próprio João Brasa. Nós conheciam-nos, éramos amigos. Mas há uma jogada em que ele é interveniente e eu tive forçosamente que lhe dar o cartão amarelo. 

Isso foi de tal ordem significativo que ele e a esposa estiveram uma série de anos sem falar comigo. O jogo acabou, não houve problema nenhum, não houve chatice nenhuma. Mas no ano seguinte encontramo-nos a passar férias no Algarve, a malta estava mais ao menos em família a almoçar no restaurante, e o João Brasa e a mulher não me dirigiram sequer a palavra. Isto passou, passaram uns anos. Talvez mais de meia dúzia de anos depois, vou apitar o Elvas contra o Torreense e os treinadores eram o Mário Wilson e o João Lourenço como seu adjunto. Fizemos o jogo sem problemas. 

Quando eu dei o jogo por terminado o Mário Wilson sai do banco e vem-me cumprimentar e, eu vejo o João Lourenço atrás dele. Pensei: “aqui qualquer coisa não vai funcionar”, como já não nos falávamos hà tantos anos. Mas o João acabou por me cumprimentar, abraçou-se a mim e pediu-me para pôr uma pedra em cima do assunto. Isso ficou na história. Hoje somos amigos como éramos antigamente. Mas foi uma situação que me marcou, ainda mais por ser a minha estreia na segunda divisão nacional.

Henrique Santos abriu as portas de sua casa para falar ao mediotejo.net.

Relativamente à sua forma de arbitrar, considera que a foi alterando com o tempo, ou mantém-se fiel à forma de usar o apito desde os tempos em que começou? 

Hoje o futebol também está um pouco diferente e como tudo os árbitros têm de ter formações para eles próprios se irem habituando às movimentações dentro do campo, à maneira de jogar dos jogadores e depois à sua maneira de dialogar e agir com os próprios jogadores e com os dirigentes. Isso tem tido uma evolução à qual os árbitros têm de se adaptar. Outra coisa que nós mais antigos utilizamos muito é a experiência, isso vale “um cavalo na guerra”, porque a experiência é meio caminho andado, e eu tenho-me valido também disso. Felizmente não tenho tido problemas no decorrer dos jogos. 

Uma pergunta mais em jeito de curiosidade. Acha que os árbitros também têm de ter conhecimentos táticos do próprio jogo? Ou o facto de saber aplicar a lei é por si só suficiente para se ser um bom árbitro?

Na minha opinião não é necessário esse conhecimento, o que não quer dizer que alguns árbitros não o tenham, há alguns árbitros ai no ativo que até têm o curso de treinador. Mas obrigatório é o arbitro saber a lei, saber interpretá-la e depois saber aplicá-la dentro das quatro linhas. Isso é que é importante. O árbitro está lá para cumprir e fazer cumprir a lei, é essa a função dele.

Equipa de arbitragem com o atual treinador do Pego, Fernando Rosado.

Foi árbitro nos campeonatos nacionais. O tipo de arbitragem está ainda mais exigente agora, ou antes a exigência era maior? 

A competição é diferente, logo à partida. O que eu conheço da segunda divisão é de à uns anos atrás, porque agora a idade agora já não me permite, mas acredito que agora seja muito mais agora porque à outros valores inseridos na situação que não tem nada a ver com antigamente. Antes falava-se em escudos e eram poucos, hoje fala-se em euros e são muitos. A diferença começa logo por ai. Na maneira de jogar também, há mais inteligência a jogar, é verdade. Se calhar, é mais positivo ver um jogo de futebol agora do que era na altura. Há uma maneira diferente de as coisas decorrerem durante o tempo de jogo. 

Como era a sua preparação para os jogos? Havia mais dificuldades no passado certamente.

 Nós antigamente íamos treinar, durante a semana, para o pinhal. Aqui em Alferrarede, tínhamos na altura uma casa, onde é agora o Convento de São Domingos, onde havia uma sala de sauna. Tínhamos a pista do castelo onde íamos treinar, e, depois fazíamos sauna a seguir ao treino. Tudo pago por nós. Nós é que tínhamos de pagar cada sessão de sauna. Agora a situação é diferente, por aquilo que sabemos, estes árbitros atuais até recebem dinheiro para contratar um preparador fisico para os treinar. Eu antigamente ia apitar a Varzim, Freamunde ou Leixões e tinha de sair de casa às 6h da manhã. Hoje isto não se verifica, eles vão na véspera, vão para um hotel têm um carro à disposição para os levar para o campo e do campo para o hotel.Comparando, não tem nada a ver. Mas os árbitros agora também são profissionais e antes isso não existia, não havia profissionalismo na arbitragem.

Henrique Santos e a equipa de arbitragem.

Qual o segredo para durar tanto tempo neste mundo, mesmo com tanta polémica em torno dos árbitros?

O segredo é o gosto. Com esta idade o que é que me faz andar aqui? Dinheiro não é. Ainda no domingo fui fazer a final do distrito de Braga e se for fazer contas só tive prejuízo. Aliás, nem preciso de as fazer porque elas vêm-se a olho nu. Eu e os meus colegas só tivemos prejuízo. 

Por isso se não é pelo dinheiro o que é que nos move? É o gosto. É o bichinho que anda cá dentro, desde à muito tempo. Agora vai sendo cada vez mais difícil, porque a idade vai avançando e há-de haver um dia em que temos de parar, ai é que vai ser complicado. São muitos anos de arbitragem e de um momento para o outro temos de parar. Mas tem de ser, temos de ser realistas.

Como avalia o nível de arbitragem atualmente? Quer a nível nacional, distrital e agora onde está inserido, na INATEL?

A nossa arbitragem a nível nacional pecou, porque não acompanharam a parte técnica que evoluiu muito. A prova disso é que temos o VAR já a funcionar, o que à 20 ou 30 anos era impensável. O conselho de arbitragem não se precaveu em determinada altura, e não se apercebeu que ia ficar sem os árbitros de nome, porque iam atingindo o limite de idade, depois não os substituíram como deveria ser. Porque vemos alguns árbitros internacionais que temos agora, que foram empurrados para a internacionalização. Antigamente já para chegar à primeira divisão era complicado (foi meu caso), para ser internacional mais complicado se tornava. 

Henrique Santos está à 20 anos nos campeonatos INATEL.

Agora vê-se esta malta nova que anda lá (não quer dizer que eles tenham menos valor que os outros), mas eu entendo é que eles não estão preparados devidamente para chegar aquele patamar, independentemente de fazer boas ou más arbitragens. Nem é isso que está em causa. Nota-se que lhes falta qualquer coisa por baixo, antes quando lá chegavam já iam com cabeça, tronco e membros. E esta malta nova que lá anda agora, anda um bocado à deriva e andam a ser prejudicados por esse mesmo motivo. 

A nível distrital há muita rapaziada nova ai também. Antigamente o pessoal ia para a arbitragem aí a partir dos 20 anos para cima, agora vemos aí miúdos com 18, 19 anos com apito. Isso por um lado é bom, mas por outro lado, alguns depois perdem-se pelo caminho e antigamente era mais difícil a pessoa se perder, porque já se começava com uma idade mais adulta, mais senhor de si. Agora malta com 18 anos leva um `aperto´ daqui, um `aperto´ ali e perdem o entusiasmo.

Na INATEL é um bocado diferente, vão apanhando o “refugo” dos outros árbitros. Há pessoas que não têm o curso de árbitro e andam a apitar, isso é permitido. Depois a INATEL tem outra coisa que se conjuga com as anteriores, que é o facto de não ter limite de idade, o que para mim neste caso foi bom. Porque no nacional na altura era até aos 45 anos. Aqui na INATEL desde que a pessoa queira apitar, candidata-se, a INATEL depois dá umas formações no inicio de cada época. Depois vai lançando as pessoas que vão andando até querer. No meu caso eu vou continuar como árbitro até que eu sinta que não ando a arrastar os pés, porque no momento que eu sentir que as botas já pesam um bocadinho, não preciso que ninguém me mande, eu mesmo paro. 

Admite parar quando já não sentir condições para continuar.

Como avalia o aparecimento das novas ferramentas que vieram para auxiliar os árbitros? 

O Video Árbitro (VAR) foi uma mais valia que apareceu, mas há situações que têm de ser conjugadas entre as pessoas que estão no VAR e entre a equipa de arbitragem, porque temo-nos apercebido que há muita divergência, coisas que não estão bem acertadas das duas partes para depois baterem certo. Todos os dias em que vemos um jogo apercebemo-nos que há coisas que não batem certo. E isso não pode acontecer, com o VAR a funcionar tem de haver 0,0001% de hipótese de falhar e não é isso que estamos a ver, infelizmente. Mas penso que com o tempo lá chegarão. 

Os auriculares são uma ajuda espetacular, desde que os três árbitros se entendam, claro. Comecei a usar no inicio da época, foi das melhores coisas que inventaram.Também tenho as bandeirolas bip (com som), mas já nem as estou a utilizar.  Os auriculares superam. Mas lá está, é outro investimento meu, contas que eu tive de suportar. 

Henrique Santos e a equipa de arbitragem, na estreia dos auriculares.

Quanto tempo tem com a sua equipa de arbitragem?

Estes que estão agora comigo já andam à 10 anos. Tive um rapaz que andou comigo na INATEL durante 15 anos, mas deixou devido a uns problemas nas costas. A nível nacional o que andou comigo mais tempo foi um que andou 5 anos. Na minha despedida dos nacionais, fomos fazer um jogo à Sertã, e eu tinha-lhe prometido que no ultimo jogo ele ia apitar a segunda parte. E foi. Estava a ser um jogo bicudo, mas eu tinha prometido. No intervalo, na cabine, disse-lhe para levar tudo preparado que eu na primeira corrida encostava. E assim foi, comecei a coxear e foi ele fazer a segunda parte, enquanto eu fui para fiscal de linha. Entre nós os três, ande quem andar temos é de nos dar bem, para que as coisas possam também correr bem.

Quais são, na sua opinião, as principais dificuldades desta atividade? 

Há uma coisa que é importante realçar nestas situações, que é a família. Onde há mais prejuízo é na família. Porque nos distritais e no nacional o arbitro vai passar os fins de semana praticamente todo fora de casa, e isso é um bocado doloroso para quem tem filhos pequenos, por exemplo. Já me sucedeu a mim, há uns 30 anos atrás. Aqui no Inatel como estão a fazer agora, está bom. Aos sábados de 15 em 15 dias temos jogo e ao domingo por norma há sempre. Mas a nível nacional a vida é outra. 

Tem alguma referência, alguém em quem se reveja?

Sim, infelizmente já cá não está. Revejo-me por exemplo no Santos Ruivo que foi arbitro de primeira divisão, inclusive era meu cunhado, já morreu. Foi ele que me ensinou os primeiros passos, porque quando ele subiu à primeira divisão eu era fiscal de linha dele. Andei dois anos com ele até ele subir à primeira nacional. E isso, além de me incentivar, ensinou-me muito.

Henrique Santos foi ainda delegado dos árbitros durante um ano após um interregno na arbitragem.

Acha que poderia haver algum mecanismo para que os mais velhos pudessem “passar o testemunho” aos mais novos? Isso poderia melhorar o nível dos árbitros?

Sim. Nós antigamente tínhamos. Eu por exemplo dei aqui no nosso concelho dois ou três cursos a árbitros. Alguns ainda andam no ativo, mas praticamente todos abandonaram porque uns têm jeito e outros não têm. Isto é como tudo, não é quem quer que é arbitro. A pessoa tem de ter vontade mas também tem de ter um bocadinho de jeito. Porque se tiver só vontade, anda sempre a pisar a mesma areia, não sai dali. Se tiver aliado à vontade, um bocadinho de jeito, já se consegue chegar mais longe.

Como é que se poderia melhorar o futebol? Trazendo também mais qualidade à modalidade?

Incutir no espírito de todos que o desporto é desporto e deve ser encarado assim. Muitas vezes as pessoas confundem o desporto e neste caso o futebol, com outras situações menos próprias e até pouco apreciáveis que acontecem durante alguns jogos. E isso talvez venha desmotivar até a própria assistência a ir ao campo. 

Antigamente, quando comecei, não se ouvia uma asneira de nenhum jogador, hoje poucas são as palavras que não são asneiras e isso desmotiva. Senão vejamos, uma pessoa que tenha uma filha de 7, 8, 9 anos que queira ir a um campo de futebol, vem de lá completamente destroçada, temos de ser realistas. Não só na assistência, mas, e principalmente, dentro do campo não se ouve outra coisa que não asneiras, o que antes não acontecia. Portanto, fazer o quê também não sei, mas devia mexer-se um pouco nisso para ver se as mentalidades mudavam um bocadinho.

Recorda algumas memórias de antigamente.

Tem alguma mensagem para quem tenha o intento de começar agora a arbitrar?

Para quem está a começar, que não perca o entusiasmo e que vá em frente. De todos os que me conhecem e andaram comigo quero fazer um agradecimento a todos que me acompanharam durante estes anos todos. Tanto na nacional, como na distrital, como agora na INATEL. O meu sincero agradecimento a todos que me acompanharam nestas andanças. Andanças das quais gosto muito e vou tentar cá andar até ao último dos limites. 

Para além do futebol tem outras paixões?

Sim, a pesca desportiva, que eu nunca deixei. Apesar de que, quando começam os campeonatos de futebol, a pesca desportiva passe para segundo lugar. Mas é uma das outras paixões. 

Um resumo e uma análise à sua carreira?

Um resumo muito positivo. Ficam as coisas positivas e nunca me arrependo, pelo menos até este momento, de me ter inserido no mundo da arbitragem, que acaba por ser muito complexo mas é muito bom. 

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