Abrantes | Feira da Doçaria enche Jardim da República de guloseimas e tradição (c/fotos e video)

XVII Feira Nacional de Doçaria Tradicional em Abrantes. Maria do Céu Albuquerque e o vereador Luís Dias

Abrantes voltou a ficar mais doce. A XVII Feira Nacional de Doçaria Tradicional, em Abrantes, abriu portas na sexta-feira, 26 de outubro, para fazer as delícias dos mais gulosos até este domingo à noite (28). No Jardim da República estão presentes 29 doceiros que mostram (e vendem) o que de melhor se faz na doçaria portuguesa. Os expositores apresentam doces conventuais, bolos tradicionais, bolachas, mel, licores e inovações que chegam de 11 distritos de Portugal continental mais o arquipélago dos Açores.

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Difícil será mesmo escolher o doce. O doce não, os doces! Sejamos rigorosos e falemos no plural. Este fim-de-semana, a Palha de Abrantes e outras iguarias da doçaria tradicional portuguesa apelam ao pecado da gula e torna-se realmente complicado (para não dizer impossível) ficar pela prova de um único exemplar carregado de açúcar (outros já com preocupação saudável) naquela que é XVII Feira da Doçaria Tradicional em Abrantes que arrancou esta sexta-feira num clima de festa e música.

A doçaria de vários pontos do País encheu as vitrinas desta iniciativa com iguarias do concelho anfitrião, Constância e Sardoal, para além de contar com bancas de Felgueiras, Vila Real, Amarante, Lamego, Ovar, Aveiro, Tentúgal, Sertã, Alcobaça, Caldas da Rainha, Torres Novas, Ponte de Sor, Lisboa, Évora, Reguengos de Monsaraz e da ilha de S. Miguel, nos Açores.

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Na XVII Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes estão representados 11 distritos mais o arquipélago dos Açores, em edição que conta com quatro expositores que participam pela primeira vez, sendo oito doceiros do concelho de Abrantes.

Os ícones nacionais neste certame, a par da doçaria abrantina, são queijinhos do céu de Constância, cornucópias de Alcobaça, barriga dos monges, toucinho-do-céu, sericaia, bolo fidalgo, pão de rala, rançoso, morgado do Alentejo, malassadas e bolo lêvedo dos Açores, brisas do Tâmega, queijadas de S. Gonçalo, as cristas e os pitos de Sta Luzia, pastéis de Tentúgal, ovos-moles de Aveiro, pão-de-ló de Ovar e de Margaride e pastéis de Feijão de Torres Novas.

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Representando precisamente a doçaria de Torres Novas, Domingos trouxe até Abrantes, alguns dias antes do Dia de Todos os Santos, “14 especialidades diferentes de broas, além dos pasteis de feijão, ferradura e bolo de cabeça ou bolo de noiva” daquele concelho do Médio Tejo. Na abertura da Feira não se queixa do negócio: “quando os produtos têm qualidade, vendem bem”, afirma.

Georgina veio de Alcobaça com as sobejamente conhecidas cornucópias e outras tentações como o toucinho do céu, rosáceas, coroa de maçã, ensopado de nozes mas segundo explicou a doceira, que mantém o negócio dos bolos há 52 anos, “quem conhece não tem preferência” por nenhuma das especialidades de Alcobaça até porque “consome-se tudo. Os portugueses são gulosos”, garante.

De Reguengos de Monsaraz, Paula Rosa, doceira de doces conventuais, trouxe para a Feira de Abrantes bolo rançoso, queijo de amêndoa, fidalgo, queijinhos do céu, curvalinhos de São Pedro de Curval e os premiados pão de rala e toucinho-do-céu. Também esta alentejana concorda que os portugueses não fogem do açúcar, por isso, o negócio corre bem, apostando na qualidade dos produtos.

Na Pastelaria 2000 está um doceiro de Abrantes que aposta na tradição com inovação. Por exemplo misturar a tigelada de Abrantes com milho e girassol, como explicou ao mediotejo.net Cátia Pereira. Além disso, até domingo pode provar outras inovações como bolas de berlim de beterraba, alfarroba e spirulina (uma espécie de alga).

Aposta que vai ao encontro das exigências do atual consumidor que “cada vez mais se preocupa com uma alimentação saudável”, defende Cátia.

Abrantes / XVII Feira Nacional de Doçaria Tradicional com 29 doceiros de Portugal continental e das ilhas.

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 26 de Outubro de 2018

Em estreia, nesta feira, está a doçaria antiga dos conventos de Lisboa, com receitas que contam com mais de 300 anos. Aos pastéis de toucinho e de gema, aos mimos de laranja e de gila, casquinhas e bollos de Rayva juntam-se, também, pela primeira vez os biscoitos da Teixeira e o doce de figo preto.

Mas os doces não se esgotam aqui, as tradicionais cavacas, pão de Deus, suspiros, filhós, coscoréis, bolos de noiva e uma panóplia alargada de broas características desta época do ano, ainda, figuram nas bancas dos 29 expositores.

Além disso, outras doçuras mais recentes marcam também presença na carta da Feira de Doçaria Tradicional, como as bolachas, crocantes, brigadeiros, cupcakes, cakepops, sr. chocolate d’Ovar, desmanchado de pão-de-ló, bombocas, que acompanham os licores, compotas e mel.

A abertura oficial da XVII Feira Tradicional de Doçaria esteve a cargo da presidente da Câmara Municipal, Maria do Céu Albuquerque, que mais uma vez saudou os presentes e desejou o certame como “um grande momento de convívio” para a comunidade abrantina e para quem visita Abrantes por estes dias, e também “para os produtores e doceiros” locais e nacionais no sentido de se relacionarem e com isso “estimularem não só a economia local mas de cada um dos seus locais de origem”.

“Só assim”, defendeu, “podemos estimular a economia nacional” no sentido de gerar “mais riqueza, mais emprego e que faça pessoas mais felizes”.

Abrantes / Abertura oficial da XVII Feira Nacional de Doçaria Tradicional. Inaugurada pela presidente da câmara municipal, Maria do Céu Albuquerque.

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 26 de Outubro de 2018

A presidente garantiu ser esse o motivo da aposta do Município no investimento e realização do certame lembrando a parceria com a Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, na “promoção do território, promovendo as nossas tradições mas também a nossa inovação”.

Reconhecendo que a comunidade abrantina não é perfeita, Maria do Céu Albuquerque destacou a importância de “todos fazermos um bocadinho mais” para o concelho “ir mais longe”.

E porque não é só pelos doces que milhares de pessoas visitam a Feira Nacional de Doçaria Tradicional, acrescenta-se à receita música, oficinas de doçaria, espetáculos e animação infantil e atividades desportivas, como o passeio de BTT e a caminhada pelo Centro Histórico de Abrantes, envolvendo duas entidades locais na sua dinamização (COA e Branquinhos do Pedal).

Quanto às oficinas de doçaria são duas com dois estabelecimentos de ensino profissional da região responsável pela sua dinamização. A EPDRA e a Escola EB 2,3/S Luís de Camões.

Em torno da personagem Palhinhas, os trabalhos escolares chegaram dos dois agrupamentos escolares do concelho com 14 instituições de ensino a participar, 10 instituições de ensino pré-escolar e 12 de 1º ciclo, envolvendo mais de 100 crianças que realizaram os igualmente tradicionais sacos para pedir os bolinhos no Dia de Todos os Santos.

A animação conta com três espetáculos de animação infantil e ainda cinco espetáculos musicais com ‘Os Calhambeques – tributo a Roberto Carlos’, ‘JR Sax’, e ‘Time – tributo a Pink Floyd’, e este domingo, dia 28, com a ‘Tuna da UTIA’ e ‘ESTATuna’.

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