Abrantes | Deputados do PSD visitam CRIA e questionam Governo sobre a instituição

Foto: DR

Os deputados do PSD eleitos por Santarém, acompanhados de alguns elementos do PSD de Abrantes, visitaram o Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) na sexta-feira, e reuniram com a direção e com alguns trabalhadores da instituição, tendo enviado hoje um conjunto de pedidos de esclarecimento ao Governo.

PUB

“Depois de várias iniciativas por parte do Grupo Parlamentar do PSD junto do Governo, tivemos oportunidade de aferir os avanços conseguidos e o que ainda falta fazer para tirar esta importante instituição das dificuldades que tem atravessado”, refere o deputado Duarte Marques, em nota de imprensa, depois de ter reunido com o presidente do CRIA.

“Na reunião com Nelson Carvalho foi importante perceber que algumas verbas que estavam em atraso relativamente a fundos comunitários foram já despachadas pelo Governo e pela Segurança Social, sentir um clima de maior confiança no futuro da instituição e perceber que estão em curso várias iniciativas que pretendem vir a constituir uma situação financeira mais equilibrada e mais justa, tendo em conta os serviços prestados”, tendo os deputados do PSD reunido também com os trabalhadores do CRIA, com quem há meses reuniram no Parlamento, para avaliar o que aconteceu desde então.

Na nota informativa, os deputados do PSD dizem que “ficaram surpreendidos pelo facto de, apesar de anunciado pela então autarca Maria do Céu Albuquerque, a Segurança Social não chegou ainda a assumir a gestão da instituição”, dando ainda conta que, “importa nesta fase unir esforços e garantir que todas as partes, inclusive o governo e a oposição, conseguiam rumar com exigência para o mesmo lado e garantir um futuro mais sustentável para uma das mais importantes instituições da região”.

No documento enviado hoje ao Governo, e a que o mediotejo.net teve acesso, o PSD começa por lembrar que o Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) “é uma Associação de Solidariedade Social, que, ao longo dos seus 41 anos de existência, tem procurado acolher, formar e apoiar a integração social de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual e em risco de exclusão social”.

PUB

“Presentemente”, continua, “o CRIA presta apoio a 370 crianças, jovens e adultos com/ou em risco de perturbação de neurodesenvolvimento, deficiências e/ou incapacidade, através de respostas sociais, no seu Centro de Atividades Ocupacionais, Centro de Recursos para a Inclusão Educacional, Centro de Reabilitação Profissional, Intervenção Precoce e Lar Residencial”. Nesse sentido, e “para fazer face às necessidades, trabalham no CRIA diariamente cerca de 100 trabalhadores em permanência, com formação especializada, o que tem permitido a realização de um trabalho diferenciador e reconhecido na comunidade”.

O PSD lembra que, “contudo, nos últimos dois anos, o CRIA começou a enfrentar dificuldades financeiras, acumulando dívidas a instituições bancárias, a trabalhadores e a fornecedores (…) e “encontra-se numa situação limite, em asfixia financeira, que, em último caso, pode até culminar no seu encerramento. Estruturalmente apresentam-se problemas ao nível dos atrasos e demoras ao nível do reembolso dos projetos POISE bem como ao nível do requerimento efetuado há mais de um ano, para o Fundo de Socorro Social”.

Nesse sentido, os deputados do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata perguntam ao Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social “qual o ponto de situação da ativação do Fundo de Socorro Social solicitado pelo CRIA” e se “vai o Governo reforçar os meios da entidade gestora do POISE de forma a garantir maior celeridade no tratamento e análise de processos e assim assegurar maior rapidez nos pagamentos mantendo a eficácia do controlo”.

Por outro lado, questionam ainda se “pretende o Governo proceder a uma intervenção tutelar ao abrigo do artigo 35 do Dec-Lei n172-A/2014 assumindo assim a gestão direta desta instituição e em que fase se encontra este processo”, para além de indagar se “está o Governo disponível para apoiar esta instituição a ultrapassar as dificuldades estruturais existentes encontrando instrumentos mais justos e equilibrados de financiamento das atividades exigidas e ali existentes”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here