Abrantes | Cuidados de saúde foram avaliados e aprovados em ‘check up’ geral (C/VIDEO)

A visita em modo ‘check up’ aos vários equipamentos de saúde em Abrantes decorreu esta quinta-feira no âmbito de uma política de proximidade que o presidente da Câmara Municipal, Manuel Jorge Valamatos (PS), designou por “Agenda para a Saúde”, e que contou com a presença do presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luis Pisco. O estado dos cuidados de saúde em Abrantes apresentou-se em boa forma, sendo o mesmo enaltecido pelos responsáveis pela ‘avaliação’. No final da visita à Unidade de Saúde Familiar (USF) Beira Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, foi entregue uma viatura à USF no valor de cerca de 20 mil euros.

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A visita serviu para, conjuntamente com os dirigentes dos vários serviços de saúde, juntas de freguesia e de eleitos do grupo de acompanhamento da saúde na Assembleia Municipal, fazer um “chec up” ao funcionamento das unidades de saúde de cuidados primários e hospitalares e perceber o que se pode fazer para melhorar os cuidados de saúde, tendo o presidente da Câmara assumido que a autarquia continuará a ser um parceiro ativo dos serviços de saúde para criar as melhores condições de acesso à saúde, nomeadamente nos serviços domiciliários e de proximidade.

A visita aos vários equipamentos de saúde em Abrantes decorreu esta quinta-feira no âmbito de uma política de proximidade assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), designada por “Agenda para a Saúde”. Foto: mediotejo.net

“Há muita coisa para melhorar (esse é um trabalho que nunca termina) mas muito se avançou nos últimos anos”, disse Manuel Jorge Valamatos no final da visita à Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), às Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Francisco de Almeida e à USF Beira Tejo, e ainda ao hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Luís Pisco, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) disse em Abrantes que no espaço de dois anos a falta de médicos que afeta cerca de 600 mil cidadãos “deixará de ser um problema” na região que administra, com cerca de 3,7 milhões de utentes.

O ‘check up’ às cuidados de saúde em Abrantes que contou com a presença do presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luis Pisco. Foto: mediotejo.net

“Em Lisboa e Vale do Tejo é conhecido que temos 600 mil pessoas sem médico de família, o que quer dizer que temos 3,1 milhões de pessoas que têm médico, vendo as coisas pela lado positivo, e estamos a trabalhar para que dentro de pouco tempo toda a gente tenha médico de família”, disse Luís Pisco, em Abrantes, no âmbito de uma visita ao trabalho desenvolvido em termos de saúde neste município, e que conseguiu anular em poucos anos uma taxa de 40% de utentes sem médico de família atribuído.

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Os números e a realidade de Abrantes, município que pertence à região do Médio Tejo, já eram conhecidos e foram hoje confirmados no terreno por parte do presidente do Conselho Diretivo da ARS-LVT que, questionado sobre se seria possível perspetivar uma data para a resolução da falta de médicos, disse que “no espaço de dois anos” a questão estará resolvida.

A visita serviu para, conjuntamente com os dirigentes dos vários serviços de saúde, juntas de freguesia e de eleitos do grupo de acompanhamento da saúde na Assembleia Municipal, fazer um “check up” ao funcionamento das unidades de saúde de cuidados primários e hospitalares e perceber o que se pode fazer para melhorar os cuidados de saúde. Foto: mediotejo.net

“As coisas só não correm mais depressa porque estamos com um conjunto de médicos a reformar-se, que é bastante grande, e eu diria que no espaço de dois anos deixará de ser um problema e sairá das notícias”, afirmou.

Luís Pisco destacou ainda o trabalho de parceria desenvolvido em Abrantes – “melhorámos muito”, tendo feito notar que este município “chegou a ter 40% da população sem médico de família, e isto hoje em dia não acontece”.

Com cerca de 38 mil habitantes, o município de Abrantes tem hoje 2.181 cidadãos sem médico de família, ao passo que os 11 municípios do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo apresentam hoje uma taxa de cobertura de 95% para os 214.122 utentes inscritos, contra os 40% de utentes sem médico atribuído no ano 2014.

Luís Pisco, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) disse em Abrantes que no espaço de dois anos a falta de médicos que afeta cerca de 600 mil cidadãos “deixará de ser um problema” na região. Foto: mediotejo.net

Depois de uma visita a várias unidades de saúde, ente elas a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), o hospital de Abrantes e duas Unidades de Saúde Familiar (USF), aquele responsável destacou as “belíssimas instalações, o “estado de espírito ótimo por parte dos profissionais” de saúde, e a “aposta no futuro” que está a ser desenvolvida ao nível do ACES Médio Tejo e também pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que abarca as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, que é o “cuidar das pessoas em casa”.

Luís Pisco disse que cuidar das pessoas em casa “é mais seguro, é mais confortável e é mais barato”, tendo afirmado que “o hospital de dia, os serviços de cuidados na comunidade e a hospitalização domiciliária” são projetos “muito meritórios e estão a ter muito sucesso”.

Luís Pisco destacou o trabalho de parceria desenvolvido em Abrantes. Decisores politicos e administradores hospitalares parecem estar em sintonia no caminho a trilhar. Foto: mediotejo.net

A visita decorreu no âmbito de uma “politica de proximidade” do executivo de maioria socialista, tendo o município investido nos últimos anos na construção de duas USF, no programa de incentivos à fixação de médicos, em aquisição de viaturas, entre outros, tendo aprovado no final de maio assumir a transferência de competências neste domínio, sendo um dos primeiros a aceitar as competências da saúde na região.

“A Câmara Municipal tem feito muito mais do que aquilo que era a sua estrita obrigação e tem de se reconhecer que Abrantes também se preparou para este momento”, disse Luís Pisco, tendo feito notar uma “expectativa muito positiva” que os municípios “podem ter um papel muito interessante na saúde, nomeadamente nos cuidados primários”.

Manuel Valamatos, por sua vez, destacou ainda o “trabalho enorme” desenvolvido em parceria entre o município e os vários agentes, instituições e profissionais de saúde ao longo dos últimos anos, e que permitiu ter hoje “quase toda a população abrangida” por cuidados de saúde de proximidade.

Com cerca de 38 mil habitantes, o município de Abrantes tem hoje 2.181 cidadãos sem médico de família. Foto: mediotejo.net

“Muito se avançou nos últimos anos”, disse, tendo lembrado que “há meia dúzia de anos (…) 40% da população estava sem médico de família” e que “hoje são poucos os cidadãos que estão fora desse universo”.

No final da visita, a autarquia procedeu à entrega de um veículo ligeiro de passageiros para utilização exclusiva da USF Beira Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, um investimento municipal de cerca de 20 mil euros, e que é destinado às visitas domiciliárias e para ações de promoção de saúde junto de grupos vulneráveis e de risco.

O município de Abrantes entregou hoje uma viatura à USF Beira Tejo que se destina às visitas domiciliárias e para ações de promoção de saúde junto de grupos vulneráveis e de risco. Foto: mediotejo.net

c/LUSA

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