Abrantes | Câmara resolve falta de telefones na UCC a pedido do ACES

Reunião de Câmara Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

A Unidade de Cuidados na Comunidade, em Abrantes, esteve cerca de um mês a funcionar sem comunicações telefónicas, tal como o mediotejo.net noticiou. Uma responsabilidade do ACES tendo em conta que a UCC integra o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo como unidade funcional da sua organização. A situação foi entretanto regularizada, primeiramente pela Câmara Municipal de Abrantes que atribuiu provisoriamente um telemóvel e cartão ao ACES do Médio Tejo. Essa atribuição com uma despesa inerente de 4,50 euros por mês foi esta terça-feira, 19 de março, aprovada em reunião de Executivo por unanimidade.

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A Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), em Abrantes, esteve cerca de um mês sem comunicações telefónicas. O nosso jornal questionou o Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo (ACES) sobre o motivo da falta de telefones mas até ao momento não recebeu qualquer resposta.

A situação foi entretanto regularizada mas primeiramente pela Câmara Municipal de Abrantes que, a pedido do ACES do Médio Tejo, atribuiu provisoriamente um telemóvel e um cartão à UCC no sentido de solucionar a falta de telefones. Essa atribuição provisória, por despacho do presidente Manuel Valamatos (PS), foi aprovada em reunião de Executivo por unanimidade.

“O ACES não conseguiu desenvolver um procedimento a tempo. Percebemos que a UCC estava com um défice de comunicação e foi pedido pelo ACES à Câmara se podia resolver a situação de forma célere e imediata até que o ACES conseguisse encontrar um solução”, explicou o presidente.

No sentido de solucionar a falta de telefones, “a Câmara decidiu adquirir um telemóvel. Foi uma ação que durou dois ou três dias. Neste momento, a situação encontra-se perfeitamente resolvida pelo ACES. Tivemos de reagir por causa das nossas pessoas, era a nossa comunidade que estava fragilizada, a necessitar de uma resposta”, em investimento que Manuel Valamatos considerou “insignificante” uma vez que comportou “uma despesa que nem chegou a 10 euros”.

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O presidente da Câmara Municipal afirmou desconhecer as causas que levaram o ACES a não conseguir desenvolver o procedimento de instalação de comunicações telefónicas aquando da abertura da UCC de Abrantes, reforçando a ideia de que a ação da autarquia prendeu-se com a comunidade abrantina até por ter sido “parceira na organização da infraestrutura”.

Falando sobre a transferência de competências, Manuel Valamatos disse que “o cidadão não está muito preocupado se a competência é do ACES ou da Câmara, quer é uma solução para o problema”.

Reunião de Câmara Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Do lado do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira classificou o assunto “caricato”, considerando que a transferência de instalações “correu mal”. Segundo o vereador “várias pessoas” incluindo o próprio “ligaram para o centro de saúde e ninguém atendeu, ou seja a questão das telecomunicações não foi devidamente acompanhada”, disse.

Reconhecendo que o cidadão “quer é o problema resolvido”, defendeu que “enquanto políticos temos de perceber que este processo, no que toca à transferência de comunicações, correu mal. Durante um mês não houve comunicação”, reforçou.

Ainda na área da saúde, se Armindo Silveira aproveitou a reunião para felicitar o Município pela inauguração da USF do Rossio ao Sul do Tejo, manifestando-se satisfeito com o regresso dos enfermeiros e dos médicos ao centro de saúde de São Miguel do Rio Torto e São Facundo, Rui Santos, do Partido Social Democrata (PSD), que também felicitou a segunda USF do concelho, disse esperar que a Unidade de Saúde Familiar do Norte do concelho seja uma realidade.

No entanto, preocupa o PSD que São Miguel do Rio Torto e São Facundo “estejam fora da área de influência” da USF de Rossio ao Sul do Tejo. “Todos sabemos que a USF de Abrantes e a USF do Rossio foram criadas funcionando como ‘chamariz’ para os médicos ficarem aqui colocados e preocupa-me seriamente o que possa acontecer no futuro com estas populações”, referiu.

Para o vereador social democrata “a solução foi a melhor possível de momento, mas as populações terão de ter a consciência que poderá não ser uma solução para vigorar durante muitos anos”, alertou.

Lançou ainda o desafio de iniciar  “o trabalho no terreno, junto de médicos que assim o queiram”, para que a terceira USF do concelho “seja uma realidade”.

Em resposta, o presidente Manuel Valamatos disse perceber as preocupações do vereador do PSD e lembrou que “não vivemos num mar de rosas” mas num mundo que “mudou”, dando conta que o isolamento “não é hoje a forma de estar nestes processos” até pela “forma como os nossos médicos estão a ser formados… preferem trabalhar em equipa do que sozinhos e estar mais próximos do que em locais remotos”.

Manuel Valamatos defende que “de um momento para o outro as pessoas não podem ficar desprotegidas, nem fragilizadas. Temos de ir construindo a pouco e pouco, dia a dia, novos modelos organizacionais e estruturais”, defendeu, explicando que a ação da Câmara Municipal, que levou à reposição dos serviços médicos em São Miguel do Rio Torto e em São Facundo, vai nesse sentido.

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