Abrantes | Autarquia vê aprovado projeto de mais de 2 ME para ampliação do Parque de Ciência e Tecnologia

Reunião de Câmara Municipal de Abrantes. A vereadora Paula Grijó apresenta o projeto para o Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes. Créditos. mediotejo.net

A candidatura a fundos comunitários no valor de 2 milhões e 158 mil euros para a realização de um projeto de ampliação do Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes foi aprovada, anunciou a autarquia. O projeto visa a construção de novas infraestruturas e potenciar os laboratórios existentes no Tagusvalley – Parque Tecnológico do Vale do Tejo. 

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A candidatura submetida ao Portugal 2020 destinada a “infraestruturas tecnológicas da região Centro” para o projeto ‘Tagusvalley 2030′ foi aprovada, indicou na última reunião de Câmara Municipal de Abrantes o presidente Manuel Valamatos (PS).

“Todo o pavilhão da antiga Quimigal vai ser transformado em zonas de incubação de empresas e estruturas técnicas para alargar e dar maior potencial ao Parque porque neste momento começa a ser incapaz de dar resposta a novas empresas que se querem instalar para incubar”, disse ao mediotejo.net o autarca, lembrando que o Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes “é o único Parque do distrito de Santarém. É muito importante para Abrantes e para toda a região”, notou.

O presidente defende que tal ampliação criará “mais postos de trabalho” e aumentará “a dinâmica económica” do concelho. Além disso, cria “todas as condições” para a implementação “num futuro próximo” da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes “dentro do Parque, para que esta combinação entre novas empresas e o ensino superior se possa fazer de forma empenhada”.

Apresentação do projeto para o Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes. Instalações da ESTA. Créditos. mediotejo.net

O projeto reflete a visão do Executivo socialista “para o crescimento do Parque e assenta, em termos de investimentos, em infraestruturas inseridas em duas grandes áreas: os centro de valorização e transferência de conhecimento, nomeadamente no Inove Linea, laboratório de transformação agroalimentar, e no Line, laboratório de inovação empresarial”, especificou no momento da apresentação do projeto a vereadora Paula Grijó.

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“Estamos a falar de investimentos que vão permitir potenciar ainda mais o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, sobretudo na capacidade de melhor respondermos às reais necessidades das empresas, falamos de laboratórios de investigação aplicada”, notou.
Por outro lado pretende-se “promover o investimento ao nível do acolhimento empresarial para completar o leque de acolhimento que já existe no Parque”.

Assim, serão criados “mais 2400 metros quadrados de área de acolhimento empresarial, 900 metros quadrados num edifício que vai ser construído de raiz, um dos primeiros aceleradores de empresas. E depois mais 1500 metros quadrados de acolhimento especificamente vocacionados para empresas de base tecnológica, o IT Point que vai permitir a requalificação de parte do edifício conhecido como o pavilhão das feiras.

Apresentação do projeto para o Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes. Novo edifício IT Point. Créditos. mediotejo.net

A outra parte será também requalificada para albergar em definitivo a Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA)”, referiu. Um outro projeto e que não integrava a candidatura agora aprovada.

A forma como o Partido Socialista visiona o crescimento do Parque Tecnológico do Vale do Tejo num futuro que o Executivo quer breve, segundo a vereadora Paula Grijó, passa então pelo projeto ‘Tagusvalley 2030’ que inclui duas grandes áreas: a já referida instalação definitiva da ESTA, e a outra pela candidatura entretanto aprovada.

“O que o projeto propõe é o nosso plano de investimento em infraestruturas, que acreditamos necessárias para completar o leque já diversificado mas ainda não completo de acolhimento empresarial que existe no Parque e também algumas intervenções nos laboratórios no sentido de os dotar de potencial acrescido”.

Para o executivo trata-se de um projeto “estratégico que permite o IT Point para dar resposta a alguns investidores interessados que acabou por não se verificar por não existir este tipo de infraestrutura. Uma intervenção relativamente minimalista, por dentro o edifício pode ser dividido por cada investidor. E falamos na criação de postos de trabalho”, reforçou Paula Grijó.

Há dois meses a Tagusvalley viu o seu capital reforçado em 320 mil euros, com a aquisição de 64 unidades de participação “foi a forma encontrada para a componente nacional” do projeto sendo a Câmara Municipal de Abrantes, de todos os associados, a entidade que detém a maioria das ações, justificou no momento a vereadora.

Esta terça-feira, o Executivo aprovou por maioria – com a abstenção do vereador do Partido Social Democrata, Rui Santos, e voto contra do vereador do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira – mais uma despesa, no valor de 260 mil euros, para celebração de Contrato-Programa com a Tagusvalley para o ano de 2020.

Os vereadores da oposição defendem que a Tagusvalley tem de se “auto-sustentar” não devendo continuar a depender da injeção de capital público através da Câmara Municipal. Com Armindo Silveira a manifestar duvidas sobre os “40 milhões de euros” que a Tagusvalley diz ter gerado nos últimos 15 anos.

A Tagusvalley é a entidade gestora do Parque Tecnológico do Vale do Tejo.

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