Abrantes assegura centro operacional da APA e apadrinha regresso dos guarda-rios (C/AUDIO)

Abrantes vai ser um dos centros operacionais da APA e acolher os cinco novos guarda-rios. Na foto, Nuno Lacasta, presidente da APA, rodeado dos cinco novos guarda-rios. Foto: mediotejo.net

Abrantes vai ser a sede operacional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a vigilância do rio Tejo no âmbito do projeto Tejo Limpo, sendo a cidade escolhida para acolher os cinco novos vigilantes da natureza, ou guarda-rios, que vão fiscalizar e monitorizar os recursos naturais na região hidrográfica do Tejo Oeste. O retorno da figura de guarda-rios ao nosso país é mais do que simbólica e atesta o compromisso do reforço da vigilância no Tejo e do preservar da qualidade das águas dos nossos rios.

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A informação foi avançada ao mediotejo.net pelo presidente da APA, Nuno Lacasta, e confirmada pelo presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, sendo que a solução preconizada para o Polo de Abrantes da Administração da Região Hidrográfica do Tejo Oeste da APA aguarda apenas pela cedência de novas instalações por parte da Câmara Municipal de Abrantes para a agência do ambiente reforçar os quadros deste Polo, em especial através de vigilantes da natureza, designados por guarda-rios.

“A sede operacional vai decorrer a partir de Abrantes e estamos a trabalhar com o município no sentido de encontrar instalações capazes para que a cidade possa ser o centro de gravidade operacional dos guarda-rios e que, no âmbito da sua atividade, algum material possa ficar aqui alojado”, disse Nuno Lacasta, tendo lembrado que em Abrantes já existe um polo da ARH Tejo, na Rua D. João IV, no 1º piso de um edifício no centro da cidade, embora sem capacidade para acolher esta novas valências.

Em Abrantes já existe um polo da ARH Tejo, na Rua D. João IV, no 1º piso de um edifício no centro da cidade, embora sem capacidade para acolher estas novas valências. Foto: mediotejo.net

Para Nuno Lacasta, a designação de guarda-rios aos novos vigilantes da natureza passa por uma “questão sentimental” mas também “objetiva”, tendo lembrado que “há muitos anos que os guarda-rios deixaram de funcionar como tal”, tendo o Ministério do Ambiente e da Transição Energética entendido que “era importante, através da figura técnica de vigilantes da natureza, assegurar o retorno dos guarda-rios”.

Os cinco profissionais, duas mulheres e três homens, com idades entre os 21 e os 29 anos, vão desempenhar funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e aos recursos naturais, em especial no domínio hídrico, desenvolvendo ações de formação e de sensibilização dos utilizadores do rio Tejo.

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“Estamos a falar de cinco pessoas muito qualificadas, com um perfil profissional e académico muito diferente do que era comum nos guarda-rios, e que são garantia muito relevante de que vai haver mais olhos para o rio Tejo, a par de toda uma panóplia de ferramentas analíticas e de tratamento da informação que agora estão ao dispor destes vigilantes da natureza, aquilo a que continuarei a querer chamar de guarda-rios”, afirmou o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, em Abrantes, na apresentação da nova equipa de vigilantes da natureza.

Os cinco profissionais, duas mulheres e três homens, com idades entre os 21 e os 29 anos, vão desempenhar funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e aos recursos naturais, em especial no domínio hídrico. Foto: mediotejo.net

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS) não escondeu a sua satisfação pela escolha do município para a instalação desta equipa de guarda-rios, tendo confirmado ao mediotejo.net o desenvolvimento de diligências no sentido de encontrar um espaço adequado na cidade para instalar os vigilantes da natureza e os respetivos equipamentos técnicos.

O autarca realçou “o processo de melhoria” verificado nas águas do Tejo desde o episódio de espuma de há dois anos, tendo feito notar a importância de um Tejo limpo para Abrantes e para a região, e reiterando a disponibilidade da autarquia em constituir-se como parceiro nas soluções de renovação do rio Tejo.

Nuno Lacasta destacou o momento de “felicidade, esperança e confiança nos guarda-rios no acompanhamento da saúde dos nossos rios”, tendo feito notar que estes cinco profissionais “vão percorrer constantemente a bacia hidrográfica do Tejo, exercer pedagogia junto das pessoas para limpeza das ribeiras, ter poderes de fiscalização e levantamento de autos, em estreita colaboração com a GNR, PSP e demais entidades envolvidas no processo”, constituindo estas contratações “mais um passo importante na implementação do Plano de Ação Tejo Limpo, que tem como principal objetivo “preservar e manter a qualidade da água” no Tejo.

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS) não escondeu a sua satisfação pela escolha do município para a instalação desta equipa de guarda-rios. Foto: mediotejo.net

De acordo com a APA, os cinco vigilantes vão contar com novos equipamentos de monitorização e análise, uns instalados no meio hídrico e outros portáteis, que, juntamente com os já existentes, vão permitir abranger territorialmente o curso principal do rio Tejo, bem como os seus afluentes.

“Serão equipados com fardamento completo e adequado ao terreno, condições aquáticas e […] às condições de temperatura, de inverno e verão”, refere a APA, acrescentando que os vigilantes vão possuir meios tecnológicos modernos, para registo de ocorrências, comunicação e reporte (tablets, smartphones e hotspots), estando o seu trabalho diário ligado, em tempo real, à Plataforma Eletrónica Única de gestão do rio Tejo.

O Governo aprovou em julho de 2018, em Conselho de Ministros, o Plano de Ação Tejo Limpo, para aprofundar o conhecimento da situação real da bacia hidrográfica do rio de forma a evitar episódios de poluição no futuro.

O ministro do Ambiente explicou na altura que o plano, que representa um investimento de 2,5 milhões de euros, era a terceira fase de um programa desenvolvido desde o início do ano, depois do “fenómeno agudo de poluição” registado em 24 de janeiro de 2017 no rio Tejo e de “muitos outros que o antecederam”.

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