Abrantes | Árvores abatidas devido a “fungo”, Praceta junto ao liceu vai ser rearborizada

Devido à proximidade da escola, de alunos e habitantes, a autarquia decidiu cortar todas as árvores da praceta, como medida de precaução. Foto: DR

As árvores abatidas pelo Município de Abrantes na Praceta S. João Baptista de La Salle no dia 2 de fevereiro, devido a ventos fortes, vão ser substituídas por novas plantas. Segundo o Executivo, a intervenção está para “breve”, com o Município a proceder neste momento à compra de novas árvores, “adaptadas ao local, sem copas muito grandes para não provocar grande resistência aos ventos”, garantiu o vereador Manuel Valamatos em reunião de Câmara.

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O abate das vinte árvores da Praceta S. João Baptista de La Salle, em Abrantes, no passado dia 2 de fevereiro, uma decisão do Executivo “por questões de segurança”, afinal teve como causa “um fungo” que deixou as árvores “ocas por dentro”, explicou o vereador socialista Manuel Valamatos, também presidente dos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA), em declarações na reunião de executivo e, depois, à comunicação social.

O assunto foi levado a reunião de Câmara na sexta-feira, 8 de fevereiro, pelo vereador eleito pelo Partido Social Democrata (PSD). Rui Santos quis saber o motivo da decisão de abater todas as árvores da Praceta após a queda de uma delas provocando danos em duas viaturas e se, aquando da “intervenção na Praceta [em 2018], foram verificadas as condições em que se encontravam aquelas árvores”.

Questionou ainda se na mesma requalificação da Praceta “ao cortar as raízes não era de prever a queda de árvores”.

Segundo Manuel Valamatos, “as árvores, em termos de perceção imediata, não apresentavam qualquer fragilidade. O que estava a acontecer é que as árvores estavam a ser consumidas por dentro”.

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Há cerca de um mês e meio caiu uma das árvores da Praceta junto à Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, “a árvore apresentou essa fragilidade mas aos nossos técnicos, do ponto de vista visual, não permitia perceber que todas as outras árvores estavam com o mesmo tipo de doença. Entretanto cai uma segunda árvore e percebemos estar perante a doença identificada”, referiu o vereador.

Reunião de Câmara de Abrantes

De acordo com o responsável tratava-se de “um fungo que consumia a parte interna da árvore fragilizando-a de forma muito significativa. No momento que cai uma segunda árvore tivemos de tomar uma decisão. Não podíamos correr o risco de outra árvore danificar bens ou colocar em causa a integridade física de alguém”.

Manuel Valamatos justificou a “não intervenção” logo aquando da queda da primeira árvore por equacionarem tratar-se de “uma situação pontual”.

O vereador recordou que naquela dia Portugal continental foi afetado por ventos fortes devido à passagem da depressão “Helena”. Abrantes não foi exceção e a Proteção Civil foi chamada a intervir em várias situações. Os serviços de Proteção Civil também “procederam ao corte de dois pinheiros mansos na encosta do tribunal”, uma medida que já estava prevista e que foi antecipada, explicou naquele dia ao mediotejo.net Inês Mariano, da Proteção Civil municipal de Abrantes.

“Tínhamos de reagir de forma rápida e foi o que fizemos”, garantiu Manuel Valamatos. Neste momento, adiantou, “estamos a tratar de um procedimento de reequilíbrio do espaço do ponto de vista de plantação de novas árvores, adaptadas ao local, sem copas muito grandes, porque sabemos ser um local muito ventoso, para não provar grande resistência aos ventos”. Acrescentou tratar-se de “um espaço complexo, com uma bolsa de estacionamento e pela circulação de pessoas até porque está perto de uma escola”.

A rearborização está agendada para breve. “Iremos reestruturar o local com a maior dignidade possível e adaptada às circunstâncias”, assegurou.

Naquele dia, a força do vento levou à queda de uma árvore junto à escola Manuel Fernandes tendo a mesma tombado em cima de duas viaturas estacionadas na praceta junto ao estabelecimento de ensino, sem feridos a registar.

Devido à proximidade da escola, de alunos e habitantes, a autarquia decidiu cortar todas as árvores da praceta, como medida de precaução.

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