O professor tramagalense António Neto Alpalhão, estudioso do envolvimento das gentes e da região de Abrantes na Grande Guerra Mundial vai apresentar publicamente este sábado, às 15:30, na Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, a obra ‘Memória Abrantina da Grande Guerra’.
A obra visa a perpetuação da memória de uma geração de soldados-camponeses, mas também de um concelho, de uma região e do país, numa época assaz difícil em que, para além da guerra, se mantinham a miséria e a iliteracia.
Acompanham-se em especial as bocas de fogo do Regimento de Artilharia 8 e os passos do Regimento de Infantaria 22, com aquartelamentos na cidade de Abrantes, para onde convergiam os mancebos de vários concelhos, de acordo com a circunscrição territorial então em vigor.
Na sinopse pode ler-se que, nesta obra, “não se busca a glorificação de heróis nem de mártires, tantas vezes diferenciados apenas pela ténue fronteira do acaso, mas tão só o registo dos combatentes, das ocorrências e das peripécias, ricas do ponto de vista sociológico, num conflito para o qual Portugal não estava manifestamente preparado”.
De acordo com o pré-programado, a sessão contará com um primeiro painel, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Abrantes, do Presidente do Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes, e do Diretor do Agrupamento de Escolas Nº 1 de Abrantes. A obra, propriamente dita, será apresentada pelo historiador José Martinho Gaspar, a que se seguirá a alocução do autor.

