Abrantes | António Alpalhão apresenta livro histórico sobre abrantinos na Grande Guerra (C/VIDEO e FOTOS)

António Alpalhão apresenta livro histórico sobre abrantinos na Grande Guerra. Foto: mediotejo.net

Foi perante um auditório repleto e atento às histórias da vida abrantina, que o professor tramagalense António Neto Alpalhão, estudioso do envolvimento das gentes e da região de Abrantes na Grande Guerra Mundial apresentou no sábado, na Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, o livro ‘Memória Abrantina da Grande Guerra’.

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A obra, que demorou quatro anos a ver a luz do dia, entre a fase da investigação, sistematização e edição do livro, visa a perpetuação da memória de uma geração de cerca de 700 abrantinos, que classificou de soldados-camponeses, numa época assaz difícil em que, para além da guerra, imperava a miséria e a iliteracia.

Ao longo do livro, destaque para uma fase que envolveu cerca de 100 abrantinos em África, entre 1914 e 1916, e uma outra, entre 1916 e 1918, que contou com cerca de 600 abrantinos em França e na Flandres. A guerra acabaria em 1918 mas estes só chegariam à terra natal um ano mais tarde, por falta de transporte, contou António Alpalhão.

O professor e investigador António Alpalhão apresentou em Abrantes um livro histórico sobre abrantinos na Grande Guerra. Foto: mediotejo.net

O autor acompanha ao longo das páginas deste documento histórico, em especial, as bocas de fogo do Regimento de Artilharia 8 e os passos do Regimento de Infantaria 22, com aquartelamentos na cidade de Abrantes, para onde convergiam os mancebos de vários concelhos, de acordo com a circunscrição territorial então em vigor.

Abrantes | António Alpalhão apresenta livro "Memória Abrantina na Grande Guerra" no auditório da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu.

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 21 de setembro de 2019

Na sinopse pode ler-se que, nesta obra, “não se busca a glorificação de heróis nem de mártires, tantas vezes diferenciados apenas pela ténue fronteira do acaso, mas tão só o registo dos combatentes, das ocorrências e das peripécias, ricas do ponto de vista sociológico, num conflito para o qual Portugal não estava manifestamente preparado”.

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A sessão contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, do presidente do Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes, Ten-Cor, António Hilário, e do Diretor do Agrupamento de Escolas Nº 1 de Abrantes, Jorge Costa. A obra, propriamente dita, foi apresentada pelo historiador José Martinho Gaspar, a que se seguiu a alocução do autor.

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