Abrantes | Antigo mercado diário volta à discussão e presidente aponta necessidade de “multiusos”

O antigo mercado de Abrantes foi inaugurado a 1 de janeiro de 1933 e vai ser transformado em espaço multiusos. Foto: Paulo Seabra

O antigo mercado diário de Abrantes voltou a ser tema de debate na reunião de Câmara Municipal de Abrantes realizada na terça-feira, 17 de setembro. O vereador do PSD, Rui Santos, questionou o executivo sobre o destino a dar ao antigo mercado apontando a degradação contínua do edifício. O presidente da Câmara reconheceu essa situação, garantiu que o executivo “está a trabalhar” numa solução e afirmou que Abrantes “necessita de um edifício multiusos”.

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A questão do vereador do PSD não se prendeu com a decisão “de demolição ou não demolição” do antigo mercado diário, começou por dizer Rui Santos. O social democrata manifestou-se preocupado com a degradação do edifício. “Qualquer dia terá mesmo de ser demolido. A maneira como está a ficar, qualquer dia é um perigo”, afirmou, lançando o desafio de o município optar por um concurso de ideias.

O presidente da Câmara Municipal, Manuel Valamatos (PS), reconheceu que o edifício pode representar “um perigo” para a segurança dos abrantinos e garantiu que a Câmara está a trabalhar no sentido de encontrar uma solução, não descartando a sugestão de Rui Santos.

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Na sua resposta, o presidente disse ainda que Abrantes “necessita de um edifício multiusos”, sem confirmar se a solução que a maioria socialista defende passa por transformar o antigo mercado diário num pavilhão multiusos.

“Do ponto de vista funcional sentimos que para organizar a feira de doçaria, para fazer um concerto ou outra coisa qualquer estamos sempre a alugar tendas e a fazer mais isto e aquilo. Não está fechado! Um assunto como o antigo mercado diário é interessante para todos podermos participar e discutir e avaliar e analisar e, quem sabe, até propor um concurso de ideias. Mas sentimos muito a necessidade de ter um multiusos. Como é que se desenvolve ou faz… não sou arquiteto! Mas temos de trabalhar juntos para encontrar as melhores soluções para a nossa cidade e para o nosso concelho”, declarou o autarca.

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Rui Santos insiste: “Sim, mas rapidamente aquele edifício tem de ter uma solução. É uma questão de perigo público”.

Manuel Valamatos respondeu, tendo voltado a assegurar que o executivo está consciente mas que “há um calendário e muita coisa que não depende exclusivamente” da Câmara.

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