“A vaca que ri”, por Armando Fernandes

Os rapazes e as raparigas donas de pelo menos cinquenta anos recordam-se do anúncio em francês da Vaca que Ri. A vaca risonha representava abundância numa paisagem idílica de pastos verdejantes, montanhas recamadas com neve, nos cantos do bilhete-postal triângulos de queijo ou rectângulos de chocolate, dando conta da importância das vacas na cadeia alimentar de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.

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Dos úberes das vacas vem leite o qual é imprescindível na fabricação de queijo, manteiga, em grande parte das criações pasteleiras, confeiteiras e sorveteira, sem esquecer os gelados e outros compostos alimentares. No tocante às representações culinárias, o leque de receitas adstrito à vaca é imenso: vai desde os caldos para doentes até às fantasias gastronómicas passando pelos pastelões, pastéis, omeletas, vísceras, tendões, tripas, músculos, bifes, costeletas, cachaços, abas e mioleiras. Depois de abatidas, as vacas e vitelas deixam as peles para serem curtidas e os ossos como raiz de centenas de objectos utilitários, de adorno e decoração.

A enunciação acima referida peca por defeito, no entanto, permite avaliar a importância das vacas na paisagem social e económica portuguesa para não se compreender a resolução pateta do Reitor da Universidade de Coimbra ao impedir o consumo de carne de vaca nas cantinas da Universidade de Coimbra invocando argumentos não estimados cientificamente – pensemos nos transportes de barco, avião e rodoviários -, numa atitude de autocrata, popularucha e de avidez mediática.

Que o Menino Jesus, que foi aquecido por uma vaca quando estava deitado sobre as palhinhas, lhe perdoe!

BRIDÃO, branco
Afirmar-se que os vinhos da chancela TEJO pedem meças aos mais promovidos e vinhos de outras regiões é um lugar-comum, afirmar-se que os vinhos ribatejanos estão a agradar aos consumidores logo a aumentarem quota de mercado é uma evidência, dizer-se estarem dirimidos os escolhos contra eles mercê de preconceitos antigos não é verdade, continua a existir um mas… que custa a desaparecer e a melhor maneira de o anular é degustá-los e dizer aos incréus quão errados estão e quanto perdem, muito, no tocante ao prazer palatal.

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Nesta crónica, assinalo o Bridão branco fruto de uvas das castas Arinto e Fernão Pires, um senhor vinho vigoroso, perfumado de emanações cítricas, brilhante ao olhar, agradável no beber, um beber lento de forma a melhor apreendermos as suas vigorosas qualidades.

Acompanha a preceito frutos vermelhos da terra e do mar, peixes brancos, carnes fumadas e queijos de pasta.

Origem – TEJO. Produzido e engarrafado pela Adega Cooperativa de Almeirim. Graduação: 13º. Reserva.

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