“A prioridade da ferrovia para o desenvolvimento da região”, por Hugo Costa

Foto: Pixabay

Participei na passada sexta-feira, 3 de maio, no debate que se realizou na Assembleia da República sobre a ferrovia, um assunto estruturante para o país. Enquanto Deputado eleito pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS), reforcei que é necessária uma aposta clara neste vetor de transporte, sendo esta uma prioridade deste Governo como pode ser consubstanciado na estratégia do Ferrovia 2020 e nas obras constantes do Plano Nacional de Investimentos (PNI).

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Além da aposta efetiva que está a ser feita na descarbonização e nos transportes públicos, todos reconhecemos que é preciso uma CP de qualidade e eficaz, após anos de desinvestimento que são difíceis de recuperar. Este Governo está a trabalhar nessa vertente e disso é exemplo a aquisição de 22 novos comboios regionais, que representa o maior investimento em aquisição de material circulante nos últimos 20 anos.

Portugal precisa de investimento na rede e no material circulante, colocando fim a anos de atraso, a que não é alheia a estratégia de desinvestimento e desmantelamento que o anterior Governo com responsabilidades claras do PSD e do CDS colocou. Falo, por exemplo, sobre a intenção de desmantelar e privatizar a EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, S.A., um ativo estratégico claro para o presente e para o futuro da ferrovia. Também não devemos ter memória curta pois foi contra a direita que foi possível criar o atual Plano de Apoio à Redução Tarifária, que obviamente coloca questões na rede, devido ao natural aumento da procura. Este dado positivo obriga a novas e importantes respostas.

Quem não gostaria de ver mais e mais investimentos? Mas estará o país financeiramente preparado? Existem fontes de financiamento? As finanças públicas devem ter em conta as normais e uma restrição orçamental, ou seja a satisfação de necessidades ou desejos que seriam tipicamente ilimitados, perante recursos que são sempre escassos perante o nosso desejo de investimento. E é aí que a estratégia colocada no Projecto em discussão pelo BE – em discussão no debate deste dia – falha, apresentado custos que facilmente chegariam aos 10 mil milhões de euros, a que a sua estratégia de duplicação da rede colocaria. Bem sabemos que que as questões de responsabilidade orçamental sempre dividiram o PS, do BE, nomeadamente. Até porque é fácil prometer, o que se sabe que não teremos de executar. Não podemos querer sol na eira e chuva no nabal, tentando capitalizar as medidas positivas, e criticando tudo o que seja medidas realistas do ponto de vista orçamental. A posição do PS é clara: colocar a ferrovia como uma aposta central do país de um modo equilibrado e responsável, compreendendo que existem opções a fazer.

A aposta na requalificação da Linha do Norte é uma prioridade presente no Ferrovia 2020 e no Plano Nacional de Investimentos. As melhorias na linha do norte, previstas no PNI, estão orçamentadas em 1,5 mil milhões de euros e significam um avanço de enorme significado para o país em termos de velocidade e qualidade. Dou o exemplo do que está previsto em termos de melhorias na ligação Santarém – Entroncamento. Estamos a falar de mais de 200 milhões de euros, ganhos de eficiência claros, e que vem resolver problemas estruturantes na região. É este o caminho: colocar a ferrovia como prioridade sempre seguindo uma estratégia de responsabilidade.

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1 COMENTÁRIO

  1. Caro Deputado,
    Li o seu artigo de opinião e pensei para com os meus botões, ora cá está a pessoa indicada afim de resolver um problema bastante simples mas que até hoje não teve solução, apesar dos representantes eleitos pelo povo, nas diferentes autarquias (Câmara e Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha e Junta e Assembleia de Freguesia de Tancos), terem tentado que essa situação fosse ultrapassada. Refiro-me ao comboio Raiano e que tem os N.os 5501/5500, começam e terminam a sua marcha em Entroncamento, respectivamente, tendo como destino e origem Badajoz. Aquando do seu lançamento, situação que eu e muito boa gente saudamos pela positiva, começou por parar em todas as estações e apeadeiros excepto “Barquinha” e Mata, após algumas intervenções dos já citados autarcas, vem novo horário, desta vez deixa de parar em Tancos e passa a parar em “Barquinha”.
    O comboio 5501 parte de Entroncamento às 10h 10m e chega a “Barquinha” às 10h 15m donde sai às 10h 20m, ou seja 5 min parado a fazer tabela,segue a Almourol sem parar em Tancos, chega a Abrantes às 10h49m e parte às 10h 54m com destino a Badajoz, mais 5 m parado sem que nada o justifique, onde chega às 14h 16 m, parando em todas estações e apeadeiros excepto Tancos e Mata, fácil muito fácil mesmo de resolver a situação, basta boa vontade de alguém! No sentido inverso o comboio 5500 sai às 16h 24m bastava partir de Badajoz alguns minutos mais cedo e poderia parar tanto em Mata como em Tancos e chegava à mesma hora a Entroncamento.
    Na minha opinião a linha do Leste devia ter pelo menos 2 comboios em cada sentido, tal como o ramal de Cáceres devia ser reactivado, mas isso é outro assunto que não é para aqui chamado.

    Nota: as horas em Badajoz são a hora espanhola. O comboio está parado nesta cidade entre as 14h 16m e as 16h 24m.

    ” A prioridade da ferrovia para o desenvolvimento da região”

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