À Descoberta | Sertã, a terra de Celinda e de D. Nuno Álvares Pereira

*Este artigo é parte integrante de uma série especial sobre os Museus no Médio Tejo. Descubra mais sugestões em mediotejo.net

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D. Nuno Álvares Pereira é uma figura muito presente na história do Médio Tejo. Estratega de Abrantes, Conde de Ourém, soldado que parava para rezar ao longo de todo o seu percurso até Aljubarrota, deixando lendas por onde passava. O Santo Condestável era natural de Cernache de Bonjardim, Sertã. Terra de gente que não desiste… mesmo que só tenha em mãos uma sertã com azeite a ferver.

igreja_do_castelo_da_serta%cc%83-drDo Castelo já pouco mais existe que uma torre ao lado da atual Capela de São João Baptista, mandados reconstruir já nos anos 30 do século passado. A tradição narra que um castelo de cinco quinas foi edificado por Quinto Sertório, militar romano que dominou a Lusitânia, que faria parte de uma rede de fortificações em torno da Serra da Estrela. Quinto Sertório estava exilado de Roma e aliou-se aos lusitanos, mas acabaria assassinado.

Quando os romanos avançavam sobre o Castelo local, matando o seu Chefe, a mulher deste pega numa sertã com azeite a ferver e atira sobre os soldados, obrigando-os a recuar, dando tempo da chegada de reforços. De Sertã ficaria então batizada a localidade. E a lenda de Celinda permaneceria viva até hoje (ler texto no final deste artigo).

Apesar das lendas, escavações arqueológicas recentes deram conta que a construção da fortificação poderá ter ocorrido apenas no período muçulmano, distando assim um período de mais de mil anos entre as duas épocas. No perímetro do Castelo foram encontrados vestígios de um celeiro, um antiga capela, uma calçada típica dos séculos XV/XVI e fragmentos de cerâmicas árabes.

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Já após a reconquista, o território foi entregue por D. Afonso Henriques à Ordem dos Templários e, poucos anos depois, à Ordem do Hospital. Em 1360 nasceu em Paços de Bonjardim D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino. Estátuas e pequenos memórias que marcam a existência desta ligação histórica existem espalhados um pouco pela freguesia de Cernache de Bonjardim.

Identificada pela interioridade, a Sertã possui um riquíssimo património monumental e arqueológico, com várias vias de comunicação (pontes) construídas aquando o domínio filipino.

Castelo da Sertã e Capela de São João Baptista, Sertã

A lenda de Celinda

*Por Sartagografia

imagem_celinda-cm-serta%cc%83As lendas são como os bons vinhos: quanto mais velhos, mais saborosos. Assim é o caso da lenda da vila da Sertã, que remonta ao ano 74 antes de Cristo, quando Sertório, esse romano expulso de Roma por desavenças políticas e adorado pelos Lusitanos com justificado acerto, fundou nos Hermínios  mais uma pequena povoação e nela começou a edificar um castelo. Não lhe dera ainda nome seguro.

Mal começara a povoar-se e as preocupações de ordem militar nesse tempo eram tremendas. As lutas sucediam-se. E tudo porque a Lusitânia era muito cobiçada e Sertório tinha o ódio de Sila, adversário de Mário, por quem o caudilho romano combatera. Então Sila jurara não dar descanso a Sertório nem às gentes lusitanas. Preparou uma expedição e enviou-a, comandada pelo pretor Lúcio Domício. Nesse encontro foram os romanos derrotados. Exasperado, Sila enviou Manilo.

De novo Sertório mandou reunir forças, colocando à frente delas o seu questor Hirtuleio. E em breve os homens de Sila eram derrotados. A raiva de Sila aumentou mais ainda; e logo urdiu nova trama, que ao longo de vinte e um séculos se foi envolvendo nos fumos luminosos da Lenda…

A passo pesado, caindo sobre a terra seca, o exército de Sertório levantava no ar nuvens de pó. Embora vitorioso, o regresso não era feito em ritmo de alegria. Os homens vinham cansados e desejosos dos dias de folga que o chefe lhes prometera. Sonhavam já com as suas casas, as suas famílias e a recompensa que lhes fora anunciada.

A meio da hoste, um rapaz alto, de olhar vivo e ombros largos, destacava-se dos outros. Era bastante moreno e dir-se-ia o menos cansado de todos. Olhava com evidente interesse para as casas dessa pequena aldeia que iam atravessando. De súbito, soou um grito de alegria, pronunciando um nome:
— Marcelo!…

O rapaz olhou na direcção do chamamento. Uma jovem, também alta e de ombros bem lançados, corria já ao seu encontro.
— Marcelo! Finalmente chegaste!
Sem parar, ela enlaçou-lhe a cintura e continuaram caminhando.
— Celinda!
Ela falou-lhe quase ao ouvido:
— Soube que as tropas regressavam vitoriosas e vim ao teu encontro.
Sempre caminhando com a jovem a seu lado, Marcelo declarou com entusiasmo:
— Sertório é um grande chefe!
Ela teve um trejeito de amuo.
— É possível que o seja. Mas estou farta de tantas lutas! Quando é que ele te deixa descansar?
— Talvez agora. Vou ser apresentado ao próprio Sertório!
— Porquê? Nunca lhe falaste?
— Quem nos comandou, por ordem de Sertório, foi Hirtuleio. E ele vai falar-lhe de mim.
— De ti? Porquê?
— Depois te explicarei. Agora vai para casa. Dentro de poucos dias estarei de volta.
— Diz-me só se o que vão dizer de ti é bom ou é mau.
— É bom.
— Fizeste alguma coisa digna de distinção honrosa?
— Parece que sim.
Ela quase o abraçou.
— Meu querido herói! Tinha já tantas saudades tuas!
— Também eu. Mas agora volta para casa. Não te quero misturada com todos estes famintos de caras bonitas…
Celinda riu alto, demonstrando a excitação que a dominava. Ele insistiu:
— Vai. Juro-te que não demorarei.

E desembaraçando-se carinhosamente da jovem que lhe passara o braço pela cintura, seguiu sempre no seu posto, perdendo-se numa nuvem de pó.

Celinda ficou ainda por uns momentos parada, vendo o noivo sumir-se no horizonte. Depois, com o coração a pular de alegria, voltou para casa na mesma corrida com que viera esperar Marcelo ao caminho.

Alguns dias passaram. Celinda contava as horas numa impaciência crescente. Pensava com certo desespero: «Se Marcelo está vivo e são, porque não vem ele ter comigo…?» Porque não sentia o desejo que dela se assenhoreara, de estarem juntos sob o mesmo tecto?… Atormentada com uma ausência que lhe parecia inexplicável, deitava as culpas a Sertório.

E imaginava já o seu Marcelo a caminho de novos combates…
Porém, dez dias depois da sua chegada, o jovem montanhês entrava em casa da bela Celinda. Ao vê-lo, a jovem temeu ser vítima de uma alucinação.

— És tu, realmente, Marcelo?
— Sim, minha Celinda, sou eu!
— Até me parece mentira!
— Porquê?
— Receei que esse homem não te deixasse voltar.
— Que homem?
— Sertório!
Marcelo rodeou-lhe os ombros com um dos seus braços fortes.
— Não digas tolices! Se soubesses o que Sertório faz por nós…
Ela encarou o noivo, cheia de curiosidade.
— Por nós?… E que fez ele?
O jovem sorriu contente.
— Deu-me um prémio em dinheiro, por o ter ajudado a pôr em prática um dos seus planos de combate, e ainda fez mais…
Ardendo no desejo de saber o que se passara, ela quase suplicou:
— Conta-me tudo, Marcelo!
— Pois bem: deu-me dinheiro e confiou-me a guarda do castelo desta povoação!
Os olhos grandes de Celinda abriram-se mais, num espanto.
— Tu?…
— Sim, eu! Ou antes: nós.
— Nós?
— Claro! Vamos casar…
Num ar gaiato, Celinda lançou os braços em torno do pescoço do noivo.
— Marcelo! Tudo o que me contas parece-me um sonho! Habituei-me todo este tempo em que estiveste longe a conversar contigo em pensamento.
Ele riu.
— E como fazias isso?
Celinda encolheu os ombros.
— Ora! Fazia perguntas e dava eu própria as respostas.
— Assim, não houve ocasião para desavenças…
Ela tornou-se gaiata.
— Enganas-te: andávamos sempre à bulha…
— Porquê?
— Porque tu só te interessavas por Sertório! Só ele era o teu senhor…
— Ciumenta!
Celinda pôs-se subitamente séria.
— Ouve, Marcelo. Tens a certeza que ele não voltará com a palavra atrás?
O jovem soldado olhou-a de frente.
— Celinda! Lembra-te que Sertório está aqui porque nós, Lusitanos, o chamámos para que nos ajudasse a expulsar os Romanos. E ele veio de África e trouxe com ele o seu exército. Sertório luta por nós, compreendes? Confia nele, Celinda!
A jovem baixou a cabeça, não plenamente convencida. O noivo tornou:
— Porque não gostas dele?
A resposta veio rápida:
— Porque é romano!
Marcelo meneou a cabeça.
— Um romano que expõe a vida por nós… é um amigo!
Celinda respirou fundo. Sentia que a sua atitude desagradava a noivo. Tentou encorajar-se.
— Talvez tenhas razão. No fundo, devo aborrecê-lo apenas porque me afasta de ti.
Marcelo voltou a sorrir.
— Mas agora é ele quem nos aproxima. Tens de fazer-lhe essa justiça.
E o resto da tarde gastaram-no os jovens enamorados a fazer projectos para o futuro.

Celinda e Marcelo casaram-se. No castelo que o jovem guerreiro lusitano guardava, reinava a paz e a alegria. Celinda era uma cozinheira de grande fama e Marcelo adorava ver os seus melhores amigos sentados à sua volta, à hora das refeições. A alegria deles contagiava-o. E todas as frases elogiosas dirigidas a Celinda ele as tomava cor orgulho de um esposo apaixonado.

Ora, certa vez, Celinda esperava Marcelo e alguns amigos para a refeição do meio-dia, quando um desses amigos chegou correndo e ofegante perguntando por Marcelo. Aflita, a jovem indagou:
— Que há? Vens coberto de suor e pó!
O interpelado fechou os punhos como que indeciso da atitude a tomar e respondeu apenas:
— Preciso falar com o teu marido.
Então, resoluta, Celinda abanou-o por um braço.
— Que aconteceu? Não me escondas nada!
O recém-chegado persistiu no seu propósito.
— Preciso falar com Marcelo. Diz-me onde o poderei encontrar.
Celinda mordeu os lábios para não gritar a sua impaciência. Mas vendo que Marcelo se aproximava, indicou-o:
— Vem ali.
O homem que viera de fora precipitou-se sobre o amigo.
— Marcelo! Os teus homens esperam ordens. Os romanos voltaram a atacar-nos!
Subitamente pálido — única nota de emoção no rosto do valente guerreiro — Marcelo indagou com aparente serenidade:
— Onde estão agora?
— No vale. Mas dirigem-se para aqui!
— Reúne os melhores guerreiros! Vamos sair ao seu encontro!
O outro admirou-se.
— Sair? E se nos apanham nos desfiladeiros?
— Havemos de os subjugar, como temos feito sempre. O que é necessário, é evitar que tomem o castelo.
— E as mulheres? Onde ficam?
— Aqui reunidas. Celinda tomará conta delas.
— Celinda?
Mas a jovem castelã, já ao lado do marido, mostrava uma serenidade semelhante à dele.
— Não receies. Se esses malvados ousarem subir até aqui, encontrarão uma mulher capaz de os ensinar!
Marcelo sorriu-lhe para a encorajar, embora no íntimo estivesse mais inquieto do que desejava. Sacudiu a cabeça num gesto quase imperceptível, como a afastar os pensamentos desencorajadores que tentavam assediá-lo. Tomando uma decisão brusca, exclamou:
— Vamos, não há tempo a perder! É necessário não dar ocasião a que o inimigo saia do vale!

Reuniu os seus melhores homens, teve um leve gesto de despedida para a sua jovem esposa e encetou a descida com os cuidados requeridos. Porém a pouco mais de meia penedia começaram a surgir as emboscadas. Os romanos haviam conseguido deixar o vale e subiam a caminho do castelo. O combate tornou-se duro e incerto.

Embora os homens de Marcelo combatessem com mais brio e saber, o certo era que o número de romanos se mostrava sensivelmente maior. As pedras choviam de um e outro lado, caindo com fragor e rolando juntamente com corpos ensanguentados. Jaziam lado a lado soldados lusitanos e soldados romanos.
A vitória parecia inclinar-se para o lado lusitano quando Marcelo foi gravemente ferido. Visto o caso por vários contendores dos dois exércitos em luta, o medo acobardou os soldados de Marcelo, dando novas forças aos romanos. E a subida da montanha para o castelo foi reencetada.
Quase sem forças pela perda de sangue, Marcelo falou ao seu lugar-tenente:
— Reúne os homens… e segue… para o castelo… que deves defender… até ao fim…
O amigo do bravo castelão mostrou-se inquieto.
— E tu? Não posso deixar-te aqui… tão ferido…
Quase sem fôlego, Marcelo insistiu:
— Não penses… em mim… corre… passa à frente deles… e avisa Celinda…
O jovem lusitano sossegou o seu chefe.
— Irei à frente! Mas antes destacarei dois homens para que te transportem.
E sem mais escutar, porque o tempo urgia, o lugar-tenente de Marcelo numa ordem rápida, ordenou que transportassem o chefe e seguiu por atalhos, escondendo-se sem dar luta, a fim de chegar lá acima primeiro que o inimigo…

Quando Celinda avistou o lugar-tenente do marido, correu para ele num sobressalto.
— Onde está Marcelo?
Pálido e trémulo, o jovem não escondeu a sua aflição.
— Marcelo foi ferido. Dois dos nossos homens vão trazê-lo para aqui.
Gritando, sem dominar os nervos, ela perguntou:
— Porque o abandonaste?
— Foi ele que me pediu para vir à frente avisar-te de que os romanos não tardam!
Celinda abriu os seus lindos olhos numa expressão que a tornou quase feroz. A sua voz gritante tornou-se quase rouca.
— Pois que venham! Que venham os meus inimigos! Eu os receberei!
Era tal a expressão da jovem castelã, que o amigo de Marcelo sentiu receio da sua razão. E suplicou:
— Acalma-te, Celinda! Preciso que estejas bem lúcida para me ajudares a aguentar o castelo até que cheguem reforços.
Ela perguntou então:
— É esse o desejo de Marcelo?
— É.
— E donde esperas reforços?
— Mandamos um emissário a Hirtuleio.
— E o meu marido conseguirá chegar até aqui?
— Ninguém o sabe!
Ela cerrou os dentes, rangendo-os. Depois deixou sair uma praga:
— Malditos romanos!
Ficou um momento parada, como se tudo estivesse dormindo à sua volta. Depois sorriu. O amigo de Marcelo assustou-se.
— Celinda, por que sorris? Sentes-te bem?
Ela sorriu mais ainda.
— Não te preocupes comigo! Vai para o posto indicado pelo teu chefe. Eu ficarei no meu! Estava a preparar a refeição que comemoraria a vitória. Afinal, são eles, os meus inimigos, que chegam!
E numa voz quase surda:
— Pois que venham! Dar-lhes-ei do nosso almoço!
Julgando-a louca, o lugar-tenente de Marcelo mostrou-se aflito.
— Celinda! Que estás a dizer?… Marcelo ordenou que não os deixássemos entrar!
Ela teve um risinho seco, de semilouca.
— Não queres que eles entrem? Pois olha para ali! Não os vês, tu? Já chegaram! Corre para o teu posto, que eu vou para o meu.
Como ela se afastasse, o jovem gritou-lhe:
— Que vais fazer, Celinda?
A mulher ordenou com firmeza.
— Abre essa porta!
Ele gritou-lhe mais:
— Estás louca!
De facto Celinda parecia a personificação da própria loucura. Ria.
— Se não a abrires, eles acabarão por entrar mesmo sem pedirem licença…
— Morreremos primeiro!
— Nunca sem me vingar!
— Que vais fazer?
— Defender o castelo até ao fim e lavar no sangue deles o sangue de meu marido!
E, pegando na enorme sertã cheia de azeite a ferver onde fritava ovos, gritou ainda:
— Abre a porta! O azeite para fritar os ovos poderá fritá-los a eles!
E conta então a lenda velhinha que a jovem esposa de Marcelo, com a força e destreza que lhe davam o ódio e o desejo de vingança, se dirigiu furiosamente ao encontro dos romanos. Um a um, à medida que entravam no castelo, deitava-lhes para os olhos o azeite a ferver, cegando-os ou matando-os. Quando o azeite terminou, foi com a própria sertã ao rubro que ela deu cabo do resto dos seus inimigos, sem que estes tivessem tempo de compreender bem o que estava a acontecer.
Alarmados pelo halo de morte que se fazia à volta dessa estranha mulher, os outros assaltantes afrouxaram o ímpeto e deram tempo a que os lusitanos se recompusessem, pondo-os depois em debandada.
Por este feito heróico de uma mulher lusitana que defendia o seu território, foi dada à povoação o nome de Sertã, como lembrança de tão retumbante vitória… alcançada mercê duma grande sertã em brasa.

Ficha de Património Imaterial | N.º de inventário: STGL_011 | Domínio: Expressões orais e escritas | Categoria: Lendas | Denominação: Lenda da Celinda | Autor: Desconhecido | Fonte bibliográfica: Gentil Marques, Lendas de Portugal, volume II, Lisboa, Círculo de Leitores, 1997, pp. 69-75 | Contexto social: Habitantes da freguesia da Sertã | Contexto territorial: Local – Freguesia da Sertã | Concelho – Sertã | Distrito – Castelo Branco | País – Portugal

O que visitar mais?

Museu do Clube da Sertã Espaço museológico situado no Clube da Sertã, antigo Grémio Certaginense.  Possui um conjunto de peças variado, constituído por animais em clorofórmio e embalsamados, carcaças de diferentes animais, artefactos arqueológicos, armas de caça oriundas de África, esculturas africanas em pau-preto, cerâmica, azulejaria, trajo, numismática, notafilia e utensílios antigos diversos.

Largo Dr. Carlos Ernhart, Sertã

Casa do Artesão Situada na freguesia do Marmeleiro, este é um espaço que pretende recordar os ofícios de outras gerações e seus utensílios e ferramentas. Estão expostos vários exemplos destas práticas, da agricultura à carpintaria, da pesca à resinagem.

Marmeleiro

Igrejas do concelho Por todo o município da Sertã há Igrejas e capelas dignas de visita, com histórias variadas e ricas. Dadas as suas características históricas e arquitetónicas, referimos as seguintes:

  • Capela de Nossa Senhora dos Remédio Acredita-se que tenha sido edificada sobre um mosteiro da Ordem dos Templários, na Idade Média. D.Nuno Álvares Pereira era grande devoto de Nossa Senhora do Olival, nome por que foi conhecida a Capela até ao século XVIII, e aqui terá deixado uma figura de cera do seu tamanho. Também pode ser observada uma réplica da espada de D.Nuno Álvares Pereira.
  • Capela de Santo António Templo de romaria, onde os criadores de gado davam três voltas ao edifício para amansar os animais, possui azulejos do século XVII.
  • Igreja Matriz de São Pedro Espaço do século XV que terá sido mandado edificar por D. Nuno Álvares Pereira. O templo exibe características do barroco e do maneirismo.
  • Capela de Nossa Senhora da Confiança Templo do século XX no topo do Monte de Nossa Senhora da Confiança, mandada construir sobre ruínas do século XIII. No local há uma lenda ligada a uma história de absolvição.
  • Igreja Matriz de Pedrógão Pequeno Igreja do século XVI
  • Capela de Nossa Senhora do Desterro Edificada no século XVII, possui uma traça simples mas pitoresca e diferenciada das congéneres.
  • Igreja de Santa Maria Madalena e S.Macário – Espaço de romaria, com origem no templo do século XVI, hoje ampliado.
  • Capela do Bom Jesus Templo do século XVI, o mais antigo de Cernache de Bonjardim.
  • Igreja Matriz de Cernache de Bonjardim Igreja renascentista do século XVI.
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