Carraceiro juvenil (Bubulcus ibis) – É uma garça campestre, predominantemente insetívora mas também pode comer vertebrados como peixes e sapos. Nativa do norte da África e do sul da Europa (mais especificamente na Península Ibérica). Esta ave recebeu os nomes de garça-vaqueira e garça-boieira por ser predominante insetívora e frequentemente ficar perto de gados em busca de parasitas e de insetos.
Esta espécie tem uma grande área de ocupação, com uma extensão global estimada de ocorrência de 10 milhões de quilómetros quadrados. A sua população global é estimada em 3,8 a 6,7 milhões de indivíduos. Também é conhecida pelos nomes de cunacoi e cupara (no Brasil) e carraceira (em Portugal).
A espécie mede cerca de 46–56 cm de comprimento, a sua envergadura varia de 88–96 cm, pesa entre 270 e 512 gramas, tem pescoço curto e espesso, bico robusto e postura encurvada.
Fora da época de reprodução os adultos possuem principalmente uma plumagem branca, bico amarelo e pernas amarelo-acinzentadas. Durante a época de reprodução, os adultos da subespécie ocidental desenvolvem plumagem laranja-amarelo-castanho na parte traseira, peito e coroa, e no bico, as pernas e as íris tornam-se vermelho brilhante por um breve período antes da união para acasalamento.
Os sexos são semelhantes, mas o macho é ligeiramente maior e tem um pouco mais de plumagem de reprodução do que a fêmea. O posicionamento dos olhos da garça permite visão binocular durante a alimentação e estudos fisiológicos sugerem que a espécie pode ser capaz de atividade crepuscular e noturna.
A espécie pode viver até 15 anos. As aves jovens são conhecidas por dispersar até 5. 000 km de sua área de reprodução. Os bandos podem voar longas distâncias e tem sido vistos nos mares e oceanos, incluindo no meio do Atlântico.
Carraceiro juvenil (Bubulcus ibis), setembro 2019, Coruche

Hoje aconteceu uma situação curiosa. Esta passou‐se dentro de um dos complexos industriais em Sines.
Ao circular na área da fábrica tive de parar a carrinha para uma destas aves atravessar a passadeira.
Não foi por acaso, a ave esperou em frente à passadeira que a carrinha parasse, e só depois atravessou. Não fugiu da carrinha, nem se desviou da zona da passadeira.