À Descoberta | Fauna e flora do Médio Tejo

Bufo-pequeno (Asio otus) – De todas as rapinas nocturnas que ocorrem em Portugal, o
bufo-pequeno é, certamente, a mais difícil de observar. Apesar de não ser raro, o bufo-pequeno é uma ave muito discreta e não se conhecem locais onde a sua ocorrência
possa ser considerada regular. Observar esta espécie constitui assim um verdadeiro desafio para qualquer observador de aves.

O bufo-pequeno é do mesmo tamanho que a coruja-das-torres, sendo contudo bastante mais escuro que esta espécie. Os olhos cor-de-laranja e os pequenos tufos (vulgarmente
designados “orelhas”) permitem identificá-lo facilmente e distingui-lo de outras rapinas nocturnas do mesmo tamanho (a coruja-do-mato tem os olhos negros e não tem “orelhas”, a coruja-do-nabal tem os olhos amarelos).

As vocalizações também são características. O canto dos machos, pouco frequente, parece um “bufar”, enquanto que os sons emitidos pelas crias, audíveis a grande distância,
fazem lembrar um miar.

Este bufo distribui-se de norte a sul do país mas ocorre geralmente em densidades baixas. Está presente no país durante todo o ano. Durante a época de nidificação, frequenta sobretudo zonas arborizadas com clareiras e bosques abertos. No Inverno pode
aparecer também em terrenos agrícolas com poucas ou nenhumas árvores.

Foto: Entroncamento – novembro 2019
Fonte: Aves de Portugal

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