“2019”, por Vasco Damas

Foto: Geralt, Pixabay

Independentemente da complexidade do percurso de cada um, lá chegámos todos a 2019. Ano Novo vida nova, diz o adágio popular e é essa a expectativa de cada um de nós, mesmo daqueles que já viveram tempo suficiente para saber que o ano só será novo se as atitudes não forem velhas. Seja como for, ano novo ou continuação do ano velho com número novo, ainda há quem acredite que as coisas mudam apenas porque mudamos de ano, seja pela indução psicológica provocada pelo aumento generalizado dos preços ou pela passagem simbólica de 31 de dezembro para 1 de janeiro.

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Em bom rigor, salvo raríssimas exceções, as mudanças de 31 de dezembro para 1 de janeiro podem ocorrer em qualquer altura do ano, mas esta será sempre a época clássica para as resoluções de ano novo. Eu não fujo à regra e também costumo fazer as minhas. Em jeito de curiosidade fui “espreitar” algumas que fui fazendo ao longo dos últimos anos porque estes espaços de opinião também funcionam para memória futura e acabam por me deixar refém daquilo que vou escrevendo.

Curiosamente, ou talvez não, há de tudo nessas resoluções. Situações que foram aplicadas e que provocaram mudanças na minha vida, outras que acabaram por ser esquecidas sem terem tido a oportunidade de serem realizadas e outras ainda que já nem me lembrava que tinham sido feitas.

Seja como for, com resoluções ou sem elas, como já por aqui escrevi por diversas vezes, o ano novo será muito daquilo que nós quisermos que ele seja.

Apesar disso e dessa responsabilidade individual, o mundo continuará a girar e fora da nossa esfera de controle prevejo que 2019 nos traga mais daquilo que nos tem sido trazido nos últimos anos.

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Desde logo o reforço da ameaça dos populismos e dos nacionalismos. Steve Bannon continua por aí a fazer o seu trabalho e a vender o seu peixe. E penso que já todos percebemos, passe o paradoxo, que apesar de mau ele é muito bom naquilo que faz!

O reforço desta ameaça continuará a criar os obstáculos naturais que serão usados como álibis para adiar a resolução do problema dos migrantes.

Por cá, como já está anunciado, o “povo” continuará a sair à rua com o objetivo de recuperar direitos individuais e de criar condições para a renovação a “geringonça”!

Mais preocupante é o olhar que fazemos para a conjuntura económica. 2019 será provavelmente o último ano de alguma estabilidade e de algum crescimento. O abrandamento ou arrefecimento das economias mundiais poderão renovar as dificuldades de algumas economias periféricas e apesar dos aparentes bons resultados que a economia nacional tem apresentado, Portugal e os portugueses voltam a estar na linha da frente para serem dos primeiros a começar a pagar uma nova crise que já avista na linha do horizonte. Oxalá esteja errado!

Independentemente de tudo e das ameaças, não devemos negligenciar as oportunidades e elas, mais do que se renovarem no ano novo, acabam por se renovar todos os dias. Aproveitemos assim as 365 oportunidades que chegam com 2019.

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